JACOB MELO RESPONDE

 

Marina – SP

- Já faz algum tempo que ouço falar de você, então comecei a acompanhar seus vídeos. Gostei. Me disseram que você é muito criterioso com o trabalho de magnetismo, e estudioso o que nutre em nós segurança, por você seguir Kardec.

Estou na Doutrina há 10 anos. Iniciei este ano o curso de passe espiritual; sempre o quis, embora me disseram que era só posicionar as mãos e fazer uma prece no tempo da reza de um Pai Nosso. Nunca aceitei, porque sempre achei que não era só. Fui a outra Casa e lá se aplica a técnica longitudinal, podendo ser: calmante, dispersante ou infusivo; até aí tudo bem. O que me chama atenção é que ao final da movimentação das mãos tem que fazer, apenas com a mão direita, um movimento de abrir e fechar as mãos. Questionei sobre essa necessidade e me disseram: tudo que abre fecha; mas abre o quê?

No seu livro Cure-se e Cure pelos Passes você diz que os centros de forças das crianças são menores que os adultos e que quando se trata de quebrantos deve-se usar sempre dispersivos, por que esses centros estão congestionados. Comentei sobre isso na aula e fui ironizada, me disseram que os centros de forças das crianças são iguais aos dos adultos e que era lamentável você dizer algo assim, para nos lembrarmos de que se tratava de um espirito adulto que estava encarnado. Pois bem; onde você buscou esses esclarecimentos sobre os centros de forças das crianças?

E por último tenho um filho de 16 anos que nasceu com hemiplegia congênita no lado direito, Isso afetou sua coordenação motora do lado direito. Ele preserva o cognitivo bom. Frequenta a Apae. Essa hemiplegia, segundo a neuro que o assistiu na ocasião, me disse se tratar de tentativa de aborto entre 3 a 5 mes de gestação pela mãe biológica. Ele tem traços de autismo; é muito irritado, apesar de que já melhorou bastante, mas ainda sofremos com esses momentos.

Quero ajudar meu filho e vi em um dos seus vídeos sobre o tratamento com um menino hiperativo, então pensei que talvez o magnetismo poderia ajudar meu filho, mas eu mesmo quero aplicar o magnetismo com sua orientação. Você acha prudente?

Resposta:

- Obrigado por me escrever e parabéns por se interessar em entender e em praticar o Magnetismo - essa alavanca poderosa que Deus nos concedeu para fazermos o que nos cabe nesta vida!

Há muitos desentendimentos em nosso meio e muitas tentativas de calar as verdades que Allan Kardec tão bem nos legou. As razões, afora a mesquinhez de alguns, eu não sei, mas nada disso nunca me fez parar, pois se existe deve existir razões e é buscando-as que eu me acho/encontro.

Sobre técnicas que algumas Casas aplicam – e que não teem base no próprio Magnetismo – não tenho como me posicionar nem dizer o que eles pretendem com seus movimentos. Sugiro que busques a Casa e te informes.

Quanto ao mais pensemos assim: remédios para crianças são em dosagens menores; comidas para criança são especiais e em dosagens menores; proteções físicas para crianças são diferentes das dos adultos; entretanto, todas elas são espíritos imortais, muitas já "muito velhinhas" na vida real. O que se deduz disso? Que há proporcionalidade, notadamente física, com idade, desenvolvimento e estatura/porte. Querer alguém desconhecer que os centros vitais delas são menores - e não iguais - que os dos adultos é querer menoscabar a Natureza e ainda por em risco as vidas dessas criaturinhas. E isso tanto é verdade que mesmo quem não estuda Magnetismo sugere que elas sejam atendidas por passes ou em cabines separadas ou em momentos anteriores aos adultos, e sempre em tempos menores. E isso se dá exatamente pelo mesmo motivo; seus campos vitais são mais sutis e menos amplos, pelo que podem se congestionar mais rápida e intensamente.

Sobre o atendimento ao teu filho sugiro que o atendas, inicialmente, como se fosse um caso de depressão (isso porque o centro esplênico provavelmente estará bastante desarmonizado). Veja a sequência em meu livro A Cura da depressão pelo Magnetismo. Depois que o pequeno estiver melhor te indicarei alguém que te dará orientações mais específicas sobre o caso.


Sueli

- Recebemos uma paciente com cistos no seio e um deles é um tumor benigno, na aureola, que sangra ao apertar e não cicatriza o orifício. O tratamento mais indicado seria o rotatório? No livro diz que ele é indicado para inflamações.
Gostaria também de saber como adquirir os dvds do seminário de 2017 que você fez no LEAN.


Resposta:

- Olá, Sueli, Boa tarde!
Vamos ao que perguntas.
Nem sempre os problemas são resolvidos com uma única técnica. Quanto mais grave a situação, mas recursos magnéticos devemos buscar.
O caso que colocastes é um deles. É preciso não apenas tratar os cistos (estes podem sim receber imposições, rotatórios ou sopros quentes), mas também buscar sentir na paciente de onde pode estar sendo "disparado o gatilho" para tais incidências. Nisso o tato magnético é fundamental.
Na não cicatrização, certamente iremos encontrar alguma desarmonia na composição sanguínea; por isso mesmo é provável que haja necessidade de reforçar o enriquecimento de glóbulos vermelhos e bastonetes, o que se obtém quando se fortalece a medula do esterno e/ou da bacia. Este enriquecimento pede técnicas concentradoras, mas lembro que sempre é preciso intercalar concentrados com dispersivos.
Sobre o curso de 2017, este ainda não foi editado, portanto só temos disponível o de 2016. Caso tenhas interesse, por favor escreva para a Vida & Saber (vidaesaber@gmail.com) e eles te darão o retorno.
Um abraço e sucesso.


Ruby – Bahia

Ao iniciar a aplicação dos passes tenho fortes intuições para fazer imposições auriculares.
A primeira paciente onde apliquei a técnica tinha artrite e fiquei fazendo imposições no ouvido durante 2 meses e o quadro dela ficou estável; nada de piora ou melhora. No momento não utilizei o tato e fiz dispersivos e imposição no local da dor, até ter uma visão que ela estava sendo curada. Fui embora feliz, mas na próxima segunda ela tinha piorado e sentia mais dores ainda; a princípio fiquei triste, pois minha intuição estava errada, daí me veio que tinha que ser conjugada essa técnica, eu tinha que fazer o tato e que só a intuição não ia me ajudar. Bom fiz e notei o esplênico e o frontal desarmônicos e ela voltou a ficar estável de novo.

Paralelamente atendia um garoto de 10 anos com DDA e, mais uma vez, fiz a imposição digital no ouvido e tb mantive o erro em não fazer o tato. Fui ler sobre essa síndrome e li que o DDA ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm DDA tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Aí pensei: estou no caminho certo, pois consigo mandar o fluido para o córtex cerebral e normalizo a fabricação da dopamina que falta para ele, mas ainda não sabia que tinha que trabalhar o esplênico e ou outros conjugados, com isso sua Tia me informou que não estava tendo melhora.

Ainda paralelo, tinha uma paciente com pensamentos confusos e dores de cabeça fortíssima.

Houve uma mudança de pacientes e na minha percepção;
1- para o passe auricular tem que primeiramente fazer o tato, pois tem que ser conjugado e cada paciente é de uma forma;

2- a imposição que me adaptei melhor foi a palmar (em forma de concha) onde envolvo todo o ouvido e não pode durar menos que cinco minutos;

3- doenças do sistema nervoso, DDA, artrite, insônia, AVC, epilepsia, cefaleia, Alzheimer, Parkinson podem ter uma grande melhoria com essa imposição;

Tambem li sobre a pineal.

As glândulas pineal e pituitária (epífise e hipófise) têm a capacidade de receber as ondas- pensamento da própria mente e de outras mentes, encarnadas ou desencarnadas. Aceitamos a teoria de que a glândula pineal serve “sempre” de intermediária entre o espírito da criatura e seu cérebro. Toda e qualquer ideia ou pensamento do espírito é transmitido vibracionalmente e recebido pela pineal, e através dela é comunicado aos neurônios cerebrais que então a transmitem ao resto do corpo, agindo sobre os centros da fala, braços, pernas, etc. Inversamente, tudo o que fere os nervos ópticos, auditivos, olfativos, gustativos, tácteis é levado aos neurônios, que o fazem chegar à pineal. Entretanto, alem desse tipo de mediunismo, que chamaríamos “magnético”, temos outro tipo de mediunismo realizado por fio fluídico, ligado diretamente aos chakras, e destes passando aos plexos nervosos que são feixes e entrosamentos de nervos.

Bom, te passei um resumo do que tenho lido, só que não está sendo suficiente para demonstrar o benefício do passe auricular.

Sei que vc tem um grupo que estudo há muito tempo, gostaria muito se possível sua ajuda com material didático e livros, e se estou equivocada.

Resposta:

Em relação a sua saúde lembro que nosso fígado, tão essencial à vida, não vem sendo muito respeitado e, como consequência, caímos em ciladas as quais nem sempre percebemos. E quando "o poder" só pensa em ser mais poderoso e a riqueza só intenta ser mais rica, aí tudo periclita, pois que eles não respeitam as pessoas deixando seus organismos falirem, quando deveriam ser protegidos. Mas agora é hora de comemorar tuas vitórias, mesmo que ouvindo pouco...

Sobre o passe auricular. Tenho denominado a técnica que penetra o indivíduo pelo ouvido como "introjeção magnética ou fluídica". Ela, é bem verdade, pode ser realizada em qualquer parte do corpo, mas fudamentalmente se aplica via canal auditivo com o intuito de atingir determinados pontos do cérebro, notadamente aqueles ainda inacessíveis pelos instrumentos médicos. Para tanto, mesmo quando o magnetizador é palmar, há claros momentos (e não são esporádicos) em que a introjeção pede que o "jato magnético" seja impulsionado e conduzido pelos dígitos, buscando-se atingir esses pontos referidos.
Assim, não vejo a introjeção como sendo uma técnica comum nem aplicável a todos os casos. Mas pode ser que tua intuição esteja te indicando para fixares um ponto (costuma ser no frontal) e com a outra mão agires sobre outro(s).

O DDA geralmente tem seu foco de desarmonia bastante "visível" no esplênico, tanto que muitos pacientes com tais distúrbios tem obtido grandes progressos com as técnicas do TDM – Terapia d Depressão por Magnetismo. Daí tua intuição te pedir para sentires e avaliares igualmente o tato-magnético.

Sobre literatura específica, infelizmente esta ainda não existe; a rigor, praticamente não existe nada nesse sentido – introjeção magnética. A terapêutica magnética ainda carece de muitas pesquisas, muitos debates, muitas experimentações, muitas trocas de vivências e de muita literatura apropriada. O descaso da humanidade para com o Magnetismo tem deixado triste rastro de prejuízos nesse terreno.

Espero que prossigas sem receios nem esmorecimentos. O atual momento pede pessoas dispostas a servir com qualidade assim como a produzir bons estudos e bom material – e você é uma dessas que podem contribuir muito.


Fernando C – MG

Jacob venho acompanhando seu trabalho e tenho estudado muito a respeito do passe.
A Cura Prânica foi meu despertar para um novo mundo; nesse ano realizei um passe onde tive a grande oportunidade de ter um clarividente ao lado e o mesmo narrou alguns acontecimentos e uma orientação do mentor para estudar o assunto mais a fundo.

Estou lendo "Cure-se e Cure pelos Passes" e me surgiram duas dúvidas.
A Primeira é em relação a sintonia entre passista e paciente. 90% do meu trabalho é com pessoas de outras religiões e doutrinas, pois aqui na minha cidades o centro que frequento não aceita esse trabalho, nem ao menos ser comentado na Casa Espírita.

Mas retornando a sintonia, tive uma experiência hoje de realizar o passe, mas antes pus minha mão em cima da mão do paciente com o intuído de fazer um estabelecimento, pois o mesmo tinha acabado de voltar de uma academia (na hora lembrei desse fato no livro do Barão du Putet, "Manual do estudante Magnetizador") e desse forma senti o paciente se tranquilizar, parece que aumentou a confiança entre ele e eu e ao contrário das outras vezes que apliquei o passe nessa pessoa, senti o fluxo de fluidos mais tranquilo, o trabalho no geral foi muito, mas muito mais tranquilo, até o paciente notou a diferença, sentindo-se relaxado, como se alguém estivesse a realizar uma massagem em seu corpo.

Minha dúvida é a seguinte, esse ato de por a mão em cima do paciente é ruim? Não há necessidade? Interiormente acredito que não há necessidade, mas depois desse fato fiquei na dúvida.

Resposta:

A questão de sintonia entre magnetizador e magnetizado pode ser resolvida de inúmeras formas; uma delas seria sim tocando o paciente. Na prática espírita isso é muito evitado por dois motivos: 1º- para que o paciente não desconsidere o atendimento magnético em si, alegando apenas ter havido indução (o que não seria nada de mais, especialmente se os benefícios forem alcançados); e 2ª- A fim de se evitar mal-entendidos ou mesmo desajustes entre os pares (tipo sedução, excitação, etc.). Nesse caso, bem se vê que se trata de medida preventiva e de bom senso. Todavia é perfeitamente possível que o caso por ti relatado tenha se dado exatamente pela confiança que o toque proporcionou.
Um outro aspecto da sintonia é que ela não pede concordância de princípios religiosos, filosóficos ou mesmo de ideias entre os pares; quando temos o mesmo modo de pensar é sabido que isso pode ser um fator positivo, mas tampouco isso é tudo.

Minha segunda pergunta é sobre o uso de aparelhos eletrônicos como o celular na hora do passe: tem alguma interferência? Realizo uma dinâmica onde peço para a pessoa juntar o primeiro dedo da mão uma com a outra, explico que eu tentarei afastar os dois dedos e ela deve fazer força para não afastar (isso sem o celular no bolso da pessoa), o resultado mostra que é muito difícil separar esses dedos. Mas quando peço para ela colocar o celular no bolso e repito a mesma dinâmica já consigo separar os dedos com muita facilidade, a pessoa faz força, mas não consegue juntar novamente.

Essa dinâmica foi feita o dia em que fiz o curso da Cura Prânica, desde esse dia toda fez que vou tomar passe eu tiro o celular e quando vou aplicar em alguém também peço para retirar.
Em sua experiência há sentido nisso?

Resposta:

Sobre o uso de aparelhos eletro-eletrônicos pelos pacientes magnéticos, ainda não tivemos nenhuma experiência, com controle e rigor científico, que indique ser esse cuidado devido ou necessário. Se você localizou e evidenciou que se trata de impropriedade e se for possível evoluir na pesquisa, vá em frente e nos beneficie com suas conclusões. Afinal, o mundo está pedindo muitas confirmações ou negações sobre o que se diz e se acha.

Outra pergunta

- Uma amiga me contou que havia te perguntado sobre o perisprito, que quando desencarnamos não levamos o fluido Vital, mas sendo o perispirito algo semi-material como ficaria?! Sedundo ela você respondeu que o perisprito carrega o tons Vital, mas não deu tempo de explicar. Minha curiosidade seria, o que seria esse Tons Vital?

Resposta:

O perispírito é semimaterial sim, mas isso a mim me parece estar muito distante do que entendemos como tal. Nossas definições ainda são por demais imprecisas para que cheguemos, todos, ao mesmo ponto, pois a convergência sempre se mostra divergente...

O perispírito tem sim um campo vital próprio, uma espécie de "camada" mais densa, só que ela não se estabelece num campo uniforme; ao contrário, esse campo é multiforme, polidimensional e de vários níveis de sutileza.

Quando digo que o perispírito não leva "o campo vital" estou querendo dizer que este pertence, em sua parte mais densa e orgânica, ao corpo físico, daí ficar preso a ele. Mas isso está longe de dizer que o perispírito não carregue, consigo e em si, um “certo” campo vital, pois se tal não fosse ele dificilmente teria como seguir animando outros corpos noutras reencarnações. Mas... E aqui vem o detalhe forte: a parte que nele se assoma depende de fatores como vitalidade no momento do desenlace e os vínculos psicológicos e emocionais de seu detentor. É por isso que se diz que o quanto de fluido vital que o perispírito "carrega" é o que define seu "peso específico" no mundo espiritual.

Como percebes, o assunto é vasto e não tenho como tratá-lo mais pormenorizadamente neste espaço. Devo apenas acrescer que ela deve ter entendido “tons” o que chamo de “tônus”, que seria essa “porção” menos densa do campo vital em si.

Mais uma pergunta:

Ao fazermos um passe, realizamos no sentido de cima para baixo para não ocasionar um refluxo, mas nas costas o Centro de Força Básico ira realizar a "conversão" dos fluidos e envia-los para o Umeral. Sendo porque que não ocasiona um refluxo nas costa se no passe é o mesmo sentido na frente e atrás?

Resposta:

Este assunto pode ser entendido de forma bastante simples: o sentido dos passes não é necessariamente "de cima para baixo", mas do centro vital "de mais alta para o de mais baixa frequência". Por isso que o fluxo e o refluxo terminam pedindo a mesma direção.



Luis D. – SP
Pergunta:
Já pesquisei bastante na internet e não achei uma coisa que me intriga, é: como foi introduzido a palavra PASSE, pois já procurei no Livro do Médiuns também e só vi sobre o magnetismo, mas Kardec nunca faz referência ao nome de "Passe" e sim imposição.

Resposta:
Não tenho dados precisos, mas, ao que tudo indica, a inclusão do passe e de sua terminologia no meio espírita veio de práticas teosóficas, as quais eram realizadas em alguns centros teosóficos do Rio de Janeiro, num passado centenário.

Apesar de Allan Kardec ter deixado toda a trilha, todo o mapa para que estudássemos o Magnetismo e o praticássemos eficientemente, nosso "movimento espírita" parece ter optado por essa terminologia no lugar da proposta por Kardec, o que terminou por gerar essa profusão de achismos e distanciamentos da base (quando falo base me refiro a Allan Kardec mesmo).

Quando buscamos Kardec para saber o que ele fala sobre passes ficamos órfãos. Se buscamos os espíritas mais antigos eles dizem que ele falou sobre o passe com o nome de Magnetismo, mas quando queremos saber aonde anda mesmo o Magnetismo nas Casas Espíritas, aí é um "Deus nos acuda". Infelizmente é assim.



Manoel – PE
Perguntas: 1- No nosso grupo existe pessoas que ainda tomam cervejas de forma esporádicas, segundo as mesmas. Em que isso poderá prejudicar o nosso grupo no trabalho magnético?

Resposta:
Veja bem: uma cerveja esporádica (ingerida em intervalos bem espaçados, como de 6 em 6 meses e com um mínimo de 48 horas do serviço magnético), em princípio não ofereceria problemas, mas... Se a pessoa já foi alcoolatra, isso é problema; se a pessoa tem problemas no fígado ou no sistema esplênico, isso é problema; se a pessoa, mesmo com uma cerveja, fica descompensado, isso é problema; se depois de uma ela passa para umas, isso é problema, ou seja: bebida alcoólica é muito mais problema do que solução. Isso, portanto, pode criar problemas ao grupo sim, até porque não dá para se confiar num magnetizador (exemplo de pessoa de bem e equilibrada) com odor de bebida. E, por fim, se a pessoa só bebe muito eventualmente, então fica a questão: pra que beber???

2-
Fizemos o curso com todos os nossos magnetizadores e repassamos tudo de acordo com o que aprendemos; no entanto tem pessoas de nosso grupo que ficam realizando movimentos que não tem nada a ver com o que foi passado, com o ensinado para o passe magnético. Sou o responsável pelo trabalho desse grupo e, na minha visão, terei que afastar essas pessoas do grupo em razão de não estarem aplicando o que foi ensinado e exigido que fosse de tal forma. Estou no caminho certo? Favor se colocar para me ajudar nessa decisão. Pois sei que devemos ajudar sempre, que o centro espirita é um hospital.

Resposta:
Via de regra, os indisciplinados precisam receber disciplina. É difícil unir a responsabilidade (presa ao que se aprendeu e ao que se deseja alcançar) com a liberdade (pois esta só funciona de verdade quando "se sabe mesmo" o que se faz, daí Allan Kardec ter usado a expressão "convenientemente empregado"). Particularmente, quando isso ocorre em nosso time, convidamos a pessoa a uma reflexão pessoal; se não funcionar tratamos o assunto de forma aberta; se ainda assim não funcionar, pedimos à pessoa que estude um pouco mais e a retiramos do time temporariamente. É evidente que isso costuma gerar desgastes, mas é melhor salvaguardar o que é bom a se deixar que o mal se alastre, contaminando o todo.

3-
Tenho um membro do grupo que está muito desequilibrado, a ponto de as pessoas não querem nem chegar perto dela, pois a energia é tão densa, que ao se aproximar ou ser tocado, sente-se mal (dor de cabeça). O que fazer dentro de sua experiência?

Resposta:
As mesmas razões colocadas na questão anterior se aplicam a esse caso. Portanto, não tenho nada a acrescentar.


Danielle – SP
Pergunta:

Estou com umas dúvidas: nós podemos usar o magnetismo para ajudar nos tratamentos de animais?

Resposta:
Passes em animais ainda é algo indefinido em Magnetismo. Alguns magnetizadores do passado conseguiam resultados excelentes; Allan Kardec faz referência a um grande magnetizador que, tentando curar seu cão, matou-o. E isso se verifica até hoje, inclusive em se tratando de influências sobre plantas. Portanto deve haver algo no magnetismo humano que conflita com o  magnetismo dos animais e das plantas, mas existem magnetizadores que conseguem transmitir um outro tipo de fluidos ou energia que funciona positivamente. O que dispara um ou outro tipo de energia me é desconhecido, portanto, quem queira intervir nos animais e nas plantas deve ir com cuidado para não precipitar resultados negativos.

Pergunta: As plantas medicinais que se usam nos tratamentos espirituais também têm alguma espécie de magnetismo?

Resposta:
As plantas usadas medicinalmente devem ter sim energias positivas nas terapias, mas não sendo esse o meu foco de estudos, não posso dizer grandes coisas a respeito.

Pergunta:
As frequências musicais de compositores clássicos como Beethoven e Mozart têm algo relacionado às curas, como vários artigos científicos já demonstraram, inclusive tem um recentemente publicado que mostra que a 5ª sinfonia de Beethoven eliminou 20% de um tumor maligno. A questão que todos os pesquisadores dessa área fazem é: como essas músicas conseguem isso? A vibração resultante na combinação musical é resultado do magnetismo do compositor ou é a combinação das notas que alcança um patamar desconhecido para nós, que interage nas células?

Resposta:
A música, de forma geral, gera padrões harmônicos ou desarmônicos, a depender de sua própria essência. É dito e sabido que as músicas clássicas, especialmente as mais refinadas e suaves, propiciam sim campos revigorantes e felizes, o que deve influir diretamente nas ações magnéticas. Tanto que Mesmer, em sua oficina de trabalho, contava sempre com a presença de bons músicos (incluindo Mozart e srta. Paradis).


Julio – RS
Chamo-me Júlio e trabalho numa sociedade espírita em Porto Alegre e tenho uma dúvida referente a aplicação do passe. Já entrei em contato com a nossa Federação, mas não obtive resposta. Por conhecer seu sério trabalho dentro do movimento espírita venho solicitar-lhe, se possível, um esclarecimento.

Onde trabalho, o passe é transmitido mesmo estando a cadeira vazia. Por exemplo: estão 15 passistas e 10 assistidos. Os cinco passistas que restaram também transmitem o passe no argumento de que ali estaria sentado um Espírito desencarnado. Esta medida está correta? Pesquisei nas obras básicas e nos livros complementares e nada encontrei. Agradeço pelo ótimo trabalho que realizas em prol da Doutrina trazendo-nos esclarecimentos valiosos.

Resposta:
Obrigado por me escrever.
Acho muitos procedimentos adotados por parte do movimento espírita muito esquisitos. Este que apontas é um deles.

Não faz o menor sentido aplicar-se passes em cadeiras vazias, a não ser que queiramos deduzir que mesmo desencarnados eles ainda continuam "dependentes" da "bênção sagrada", como é muito comum ser apresentado o passe.

Quanta falta faz conhecer Kardec, especialmente pelos que dirigem!
Sugiro que busques meu site (www.jacobmelo.com) para ver algumas palestras e muitas coisas boas ali disponíveis.


Luís, Taubaté-SP
Sou evangelizador de mocidade e fiz uma proposta à Casa, a qual foi bem aceita, ainda assim gostaria de sua opinião.

Em nossa Casa, no horário em que é realizada a Evangelização Infanto-Juvenil não temos disponibilidade de passistas para aplicação de passes em nossas crianças e jovens. Temos uma participação muito assídua dos jovens na mocidade, que a frequentam já por alguns anos com bastante disciplina, e pensamos na possibilidade de integrá-los na aplicação dos passes.

A proposta é prepararmos esses jovens mais efetuando um curso sobre o passe (com a duração que for necessária) e após esse preparo, no dia em que ocorre a Evangelização ter uma equipe de 2 adultos (fixos) e 2 jovens (poderá alternar semanalmente) para aplicação de passes somente aos evangelizandos.
Na sua obra "Passe - Seu estudo, Sua técnica e Sua prática" explica bem o incoveniente de termos crianças aplicando passes (e com menor ênfase, os adolescentes).
Nesse caso gostaríamos muito de poder conhecer a sua opinião a respeito…

Resposta:
O adolescente, em minha forma de ver, não deve ser "passista regular e fazendo doação magnética de forma constante e intensa", mas isso não quer dizer que ele não possa ser passista, ainda mais quando para fazer uso de fluidos sutis e pouco densos em aplicação em crianças.

Desde que não haja abuso no uso, concordo com tua proposta e acredito que seja uma excelente solução.


Leandro – BA
Há um tempo você me esclareceu uma dúvida sobre o posicionamento do esplênico e hoje venho com outra dúvida sobre o posicionamento de outro chácra, o básico. Em desenhos de chácras, percebo que ele "desemboca" para baixo. Como seria a aplicação e a dispersão desse chácra, qual seria a melhor técnica de dispersão para esse chácra? A aplicação ficaria melhor com o assistido deitado e de pernas abertas?

Resposta: O sentido que considero o básico o localiza na região chamada cóccix, uns 5 centímetros acima do ânus, e voltado para as costas, ou seja, no sentido oposto ao do genésico, que aponta para a frente.

Portanto a aplicação nele seria do mesmo jeito que nos outros, só que às costas.


Márcio – RS
1- No exercicio do tato magnético registro muito pouco da condiçao fluidica do paciente, porém em alguns casos ao passar as mãos ao longo do corpo com sinto um "Ar frio", do coronário ao genésico. Logo a seguir faço dispersivos transversais e longitudinais e quando repito o tato sinto nos mesmos chacras um calorzinho agradável onde antes era o "Ar Frio". O que aconteceu? Houve uma harmonização dos chakras? Se sim, porque do "Ar Frio"? Eles estavam congestionados e agora após os dispersivos voltaram ao bom funcionamento? Num outro dia, com o mesmo paciente, volto a sentir o "Ar frio" novamente…

Resposta: A questão das sensações no paciente é extremamente variável e sem padrão geral. Daí ser de muita importância a busca pelo desenvolvimento do tato-magnético, tão incentivado por Allan Kardec quando nos falava da dupla-vista.

Na verdade, não se pode dizer que o frio, o calor, ou o que seja, indiquem, com precisão, tal ou qual estado. Cada magnetizador deve se conhecer e reconhecer, pois essas sensações e esses registros são muito peculiares e particulares a cada magnetizador.

No passado houve várias tentativas de se estabelecer um padrão universal, mas isso jamais foi sequer dado como próximo da realidade desejável. Assim, cada magnetizador deve se observar, se conhecer e ir se aprimorando, para entender e se entender em suas sensações. E se alguém te afirma, peremptório, que frio ou calor, ou qualquer outra sensação, diz taxativamente que significa isso ou aquilo, pode desconfiar; o máximo é que aquilo que ele diz seja o resultado que se observa nele.

2- Pode-se localizar dispersivos no genésico? ativantes e calmantes?

Resposta: O genésico, como qualquer outro centro vital, pode sim ser acionado, ativado, acalmado e o que for necessário. Por isso mesmo pode também ser dispersado.

3- No caso de uma mulher com cancer de útero, será necessario dispersar? Ou se apenas for identificado descompensações neste centro?

Resposta: Em geral, nos casos de cânceres, se usa muitos concentrados energéticos, mas esses sempre pedem intercalações com bastante dispersivos.


Denise – SP
Sou espírita, estudiosa do espiritismo e gostaria de saber se há algum impedimento em dar passes por estar fazendo uso de remédio homeopático, o qual tem álcool como conservante. Deveria suspender o uso no dia anterior e no dia em que administra-se o passe?

Resposta: Não, não há problema entre o uso do homeopático com a aplicação de passes. A quantidade de álcool ali é mínima. Contudo, em se considerando uma precaução, talvez devesse ser evitado ingeri-lo muito próximo ou durante o período em que está aplicando. Por fim, como tão bem nos ensina a Doutrina Espírita, em tudo o bom sendo!


Jamille – CE
1- Um magnetizador falou que se a pessoa estiver se submetendo a um tratamento magnético ela não pode receber o passe em outra instituição, levando em consideração que este passe não seja de tratamento magnético. Isso procede?

R- Depende. Se está havendo um "tratamento magnético", especialmente se de enfermidades associadas a depressão ou no caso de "fadiga fluídica", a pessoa só deveria receber passes magnéticos por quem soubesse agir tal como deve ser, pois se trata de situações em que o paciente, de forna natural, é "sugador" e isso faz com que o impulso do magnetizador seja de doar e concentrar energias, o que só aumentaria o bloqueio, o qual as técnicas apropriadas estariam tentando aliviar e tratar. Nesses casos, não convém mesmo ficar recebendo passes fora.
Mas existem situações menos graves em que não se poderia ser tão rígido. O bom-sendo e o conhecimento definiriam cada caso.

2- Se a Instituição não possui reuniões mediúnicas seria lícito incentivar a mediunização dentro da cabine de passes/magnetização, seja no paciente ou no magnetizador?

R- Se a Casa não possui esse tipo de trabalho é porque assim decidiu, seja administrativamente, seja por orientaçãos passada aos seus dirigentes, portanto deve ser respeitada a decisão ou, se for o caso, questionada, a fim de que seja analisada a estrutura e/ou a conveniência da implementação requerida/indicada. Em tese, cabine de passe e aplicação magnética não é apropriada para ação mediúnica ostensiva.

3- Tenho uma amiga que quando aplica passes sente necessidade de fazer movimentos com as pontas dos dedos, como se estivesse dedilhando. A sensação que ela tem é de estar sutilizando os fluidos. O que seria esse processo?

R- Ainda não escrevi sobre isso em meus livros, mas em minhas palestras e cursos tenho repetido constantemente sobre o que chamo de "introjeção magnética". Sugiro que acesses minha página (www.jacobmelo.com) e ali vejas/baixes o Jornal Vórtice, pois em um de seus números tratei do assunto, assim como tem muitas palestras minhas à disposição.
Por fim, a Editora Vida E Saber acaba de lançar o livro de Deleuze (Instruções Práticas Sobre o Magnetismo) onde o autor, em vários exemplos, faz referências ao uso das pontas dos dedos em certos passes.



Silas – MG
O Centro Espírita que frequento aqui tem duas salas; numa são aplicados  os passes coletivos, após as reuniões públicas; na outra são aplicados aqueles em pacientes em tratamento. Nessa segunda sala eles trabalham em grupo, sendo duas pessoas para aplicar o passe num paciente e outras duas ficam por traz para darem sustentação. Esse tipo de tratamento, para pessoas em depressão, está correto?

R- Na minha forma de ver essa questão, não concordo com tal procedimento para os casos de depressão e correlatos. Como ao depressivo, especialmente em início de tratamento, devemos evitar toda e qualquer concentração de fluidos, imagina o que pode acontecer quando temos dois ou mais magnetizadores fazendo doações diretas? Por precaução sugiro que não se use esse método.



Nanci – MG
Sou trabalhadora da uma Casa Espirita de minha cidade e gostaria de saber se o passe pode ser feito em asilos, hospitais, residências, onde haja necessidade? Se sim poderá ser aplicado por um único passista?

R - Existe um livro, cujo autor é Marcelo de Oliveira Orsini, publicado inicialmente pela Fraternidade Irmão Glacus, de BH, que trata exclusivamente de atendimento fora da Casa Espírita. Sugiro sua leitura.
Mas a minha opinião é que é possível sim aplicar passes fora da Casa Espírita, e que também pode ser aplicado por uma só pessoa, apesar de o mais conveniente e seguro é estar em equipe de pelo menos duas pessoas.


HS de Minas Gerais
Graças ao Sr. implantamos há alguns meses no nosso grupo de estudos, um dia por semana dedicado ao estudo do passe.

R -
Quero parabenizá-lo, bem como aos participantes de seu grupo, pela decisão em estudar o Magnetismo e desfrutar de suas potencialidades. Esse fenômeno -- buscar o Magnetismo e dele extrair os melhores benefícios para a humanidade – tem-se repetido a cada dia com mais e melhor frequência no meio espírita. Parece estar havendo um grande despertamento para essa bênção – o Magnetismo –, a qual, estranhamente, ficou esquecida na prática espírita por mais de 150 anos. Portanto o momento é de aproveitarmos as energias de estímulo aos estudos e trabalho que a Vida nos oferece.

Nossa diretriz tem sido o livro o Passe de sua autoria e palestras suas que encontramos na internet. Faço um estudo prévio e depois exponho aos meus colegas de estudo.

R - O Passe é um bom livro, mas pede alguns ajustes, os quais, à época de suas primeiras edições, a FEB não pôde fazer. No livro “Manual do Passista” fiz algumas dessas correções e, posteriormente, no livro “Cure e Cure-se Pelos Passes” coloquei tudo de uma forma mais didática e direta, no formato de perguntas e respostas, praticamente como se fosse um curso completo.
Como tem gente que não tem conhecimento desses livros, caso queiras e não tenhas onde adquiri-los por aí peça-os pelo e-mail da editora (
vidaesaber@gmail.com) que eles despacham rapidinho e sem taxa adicional, por correio simples.

Mas como acredito ser normal, nos deparamos com alguns empecilhos do ínicio, e se o Sr. tiver disponibilidade de ler este e-mail e o responder gostaria que me orientasse neste momento de estruturação do nosso estudo.


R - É normal ocorrerem impecilhos e esse é um dos naturais obstáculos a serem vencidos logo de início. Perseverança e foco são palavras de ordem; sem falar que Vontade, Pureza de Sentimentos e desejo de servir com amor e sabedoria sào complementos indispensáveis.

A maneira como estamos procedendo é a seguinte:

1- Aulas teóricas, sobre fluidos, diferentes tipos de magnetismo, o passe, características do periespírito, a prece, etc.


R - Muito bom. Sugiro que aproveitem o esquema da página 63 do livro O Passe e desenvolva-o junto com todos os participantes. Pode demandar algumas horas de estudo, mas é uma base muito útil e boa. 

2- Mantendo as aulas teóricas passamos a estudar as técnicas do passe e suas indicações, dando ênfase ao desenvolvimento do tato magnético, onde estamos obtendo resultados interessantes.


R - Acertas quando queres ajudar no desenvolvimento do tato magnético (inserido sob o título de dupla-vista na obra de Kardec) dos companheiros. Não que seja de todo indispensável, mas com esse tato se pode ir bem mais longe e com mais segurança.

Colocamos 2 dos alunos sentados, aplicamos dispersivos para a assepsia e todos os outros tentam perceber as diferenças fluídicas, com cada um escrevendo suas percepções. Depois vamos analisar essas percepções e, curiosamente, os alunos tendem a perceber as mesmas coisas, nas mesmas regiões. O que acredito ser um indicativo de estarmos no caminho certo.


R - Primeiramente uma observação: apesar de entender o que chamas de assepsia, a expressão não é feliz, como também não era a antigamente muito falada ‘limpeza’; sugiro sua troca por harmonização, alinhamento, equilíbrio dos campos vitais ou outras equivalentes.

Na outra parte da questão, para que os estudantes tenham mais segurança do que sentem ou irão sentir, o ideal, nessa fase de exercícios, é que eles façam a busca do tato tanto antes como após os dispersivos. Isso pode gerar percepções e sensações muito ricas, pois diferenciadas, em uma mesma pessoa. Por fim, o fato de alguns alunos já estarem confirmando os mesmos pontos e sintomas é muito promissor. Entretanto lembro que não queiramos que todos sintam, por exemplo, calor, frio ou o que seja, pois cada magnetizador tem suas próprias características e percepções, além de que os potenciais individuais também diferem ao infinito.

No entanto temos um membro que tem certas dificuldades, que acredito ser pela mediunidade que nunca foi trabalhada. Ele fica bocejando, com a face avermelhada. Aplico então dispersivos para eliminar o excesso de fluidos, a vermelhidão passa quase que instantaneamente, mas ele diz sentir dores pelo corpo, nuca e costas nos dois dias seguintes ao estudo do passe. Esse membro não anda aplicando passes de nenhum tipo e nem recebendo além de dispersivos, para evitar estes incômodos.

R - Quero começar destacando que o fato dele ter ou não desenvolvido a mediunidade não implica, necessariamente, que ele sinta ou deixe de sentir o que está anotado.

Ademais, vários são os fatores que podem levá-lo a esse bocejar bem como a sentir os mal-estares posteriores. Supondo ser fluídica a causa, provavelmente ele tem uma boa usinagem magnética natural e está se prejudicando por não usá-la, seja doando-a, filtrando-a ou refinando-a. Tanto é possível que seja isso que logo após receber alguns dispersivos ele reage positivamente e de forma muito rápida. Só que os dispersivos teem se mostrado pouco eficientes, pois a partir daí podem ocorrer outras duas situações: 1- como o campo vital sentiu-se aliviado por conta dos dispersivos, ele passa a usinar ainda mais fluidos e isso o sobrecarrega, gerando congestões fluídicas, já que não exterioriza nem filtra; e 2- pode também ocorrer que após a dispersão ele "abra" seu padrão de exteriorização de forma contínua e como não faça aplicações ou exercícios que controlem as emissões (ele mesmo dispersar em outros ou fazer exercícios para tentar conter a perda contínua; estes podem ser do tipo respiração diafragmática), ele não pára de exteriorizar, por fim caindo em fadiga fluídica - características comumente observada nos sintomas que ele anota nos dias seguintes.

Se possivel gostaria que manifestasse sua opnião quanto ao método de estudo que estamos utilizando, desse sugestões de como um grupo novo como o nosso deve direcionar os estudos do magnetismo e como podemos ajudar esse membro e quais as possiveis causas desses incômodos que ele sente, além de nos dizer a melhor forma para o nosso desenvolvimento da diagnose.


R - O caminho que estão seguindo é bom, conforme falei acima. Mas convem buscarem outros grupos para troca de ideias, de preferência com quem já tem vivência. Se você acessar meu site (www.jacobmelo.com) baixe os exemplares do jornal Vórtice e ali encontrarás bons artigos, instigantes trabalhos e e-mails esparsos de pessoas e grupos que trabalham com Magnetismo.

Sobre o aluno que anda se sentindo mal, conforme falei na resposta anterior, ele deve começar os exercícios de dispersão e também fazer exercícios de respiração diafragmática (sugiro um método que se encontra em meu livro A Cura da Depressão pelo Magnetismo). Isso o ajudará bastante.

Estamos todos começando nesse assunto, ainda somos leigos, mas estamos pesquisando bastante para podermos desenvolver uma equipe de passistas capacitados para atender em nossa cidade.


R - Busquem sempre o auto-estímulo. O Bem conta com os perseverantes, pois os desistentes deixam muito pouco a benefício de todos.

Se puder nos oferecer qualquer informação que possa nos ajudar e esclarecer, ficaremos todos muito gratos…


R - Pode parecer que estou querendo vender livros, mas não é o caso; todavia sugiro que conheças um outro livro meu: “Reavaliando Verdades Distorcidas”. Nesse livro eu faço todas as conexões entre o Magnetismo e o Espiritismo, com base exclusiva nas obras de Allan Kardec. Isso te dará subsídios e forças para enfrentar os problemas e as oposições que virão naturalmente. E em meu site descobrirás muitas palestras interessantes e obras valiosas.


LUCIANO – SP-SP
1 - Em um passe geral que fiz usando concentrados e dispersivos ao longo de vários pontos de uma pessoa, tive oportunidade de contar com a vidência de um companheiro. Conforme o chakra onde eu estava aplicando o passe na pessoa, buscava pensar em energias de meu respectivo chakra. O vidente viu mudanças de tonalidade de energia conforme eu ia mudando os pontos de passe e, consequentemente, mudava meus pensamentos.

R - Tua experiência aí deixa claro que conforme nos posicionamos podemos sim interferir no tônus e na qualidade dos fluidos que emitimos. Como início de exercício esse caminho é razoável, mas no futuro perceberás que não será preciso pensar em ativar esse ou aquele centro vital e sim dirigir o pensamento e a ação magnética de forma segura e confiante e isso produzirá resultados ainda melhores.

2 - Quando damos um passe magnético, seria interessante irmos buscar nossas energias internas nos chakras específicos para os tratamentos que são feitos? Se estamos concentrando no frontal no paciente, por exemplo, trazermos energias de nosso frontal?

R - Não aconselho isso como regra geral, embora, como disse na questão anterior, pode ser um recurso inicial como primeiro direcionamento para a percepção de nossas potencialidades. Lembremos, todavia, que nem todos usinamos com potência suficiente em todos os centros vitais, daí essa concentração objetiva não ser recomendada, pois pode ocorrer do centro indicado não corresponder às necessidades. Outrossim, por vezes o paciente tem ou sente um problema em determinado ponto, órgão ou centro vital, mas o fluido que ele precisa é usinado noutro centro, de maior ou menor densidade, o que nossa busca por ativar outros centros seria de pouca valia.

3 - No seu livro Cure-se e Cure pelos Passes, você comenta muito sobre sutileza e tonalidade das energias, principalmente quando se trata de passes em crianças e grávidas. Seria trazer energias dos chakras de maior frequência e evitar, por exemplo, usinagens pelo gástrico?

R - Continuamos na mesma questão, mas aqui há uma singular diferença: por sabermos que quanto mais elevado em frequência for o centro usinador menor será a densidade dos fluidos aí gerados e também que quanto menos denso menor possibilidade de congestionamento, se conseguirmos fazer isso que propões (usar os centros superiores) será positivo quanto à eventualidade de fazer mal ao paciente, especialmente na gestante, todavia, se ela precisar de fluidos mais densos não teremos como evitar. Portanto, mesmo que se faça como pensas, o ideal é ter sempre o cuidado de evitar grandes concentrados sobre o ventre materno para não incorrermos no erro de congestionar um ser em desenvolvimento intrauterino. Para as crianças já ‘nascidas e desenvolvidas’, a própria natureza magnética humana trabalha em frequência mais alta. A prudência, contudo, recomenda que se tivermos que trabalhar magneticamente crianças, adultos e idosos, a fim de que essa ‘natureza magnética’ não se perturbe, o conveniente é primeiro aplicar nas crianças, depois nos adultos e, por fim, nos idosos.



A Rosa – RP-SP
Pergunta: Sou trabalhadora espírita há algum tempo. Entretanto, ontem à noite, após o trabalho de apometria, fui para casa com um certo tipo de sensação de falta de ar e dificuldade para respirar. Tenho a sensação de que a respiração pulmonar não é suficiente para repor minha energia. Parece que enchia os pulmões e não era o bastante para me restabelecer. Pensei que acordaria melhor, entretanto acordei com a mesma sensação.
Também trabalhei  na segunda-feira dessa semana com passes, algo que não fazia há alguns anos.

Em minha meditação diária hoje pela manhã recebi a intuição de inspirar pelo nariz e realizar a respiração profunda e diafragmática. Parece que está ajudando um pouco.
Você pode me explicar melhor o que pode ter acontecido? Seria uma fadiga fluidica com desequilibrio do chacra cardíaco? O que posso fazer para melhorar e evitar que isto ocorra outra vez?

R - Vejamos o que posso te dizer.

1- Particularmente não trabalho com apometria, daí não me sentir abalizado para dar opinião a respeito do que pode ou não ocorrer em suas práticas.

2- Allan Kardec recomendava que sempre examinássemos todas as possibilidades orgânicas e fisiológicas antes de apontarmos ações ou interferências espirituais ante o que nos ocorre fisicamente. O meio espírita, entretanto, nem sempre tem agido com essa prudência kardequiana, portanto arremetendo quase tudo a aspectos ou envolvimentos espirituais quando é notório que podem ocorrer outros fatores. Por exemplo: essa sensação a que te referes pode ter muitas origens fisiológicas, tais como extra-sístoles cardíacas, reações alérgicas no sistema respiratório, tensões psicológicas promovendo descargas de hormônios inadequados... Portanto, o ideal é que em continuando o quadro ou ele se repetindo com frequência, busque-se um profissional que possa examinar o fenômeno e tomar as providências cabíveis. Não sendo detectado nada, aí sim se teria uma possibilidade mais próxima de ser um ‘sub-produto’ de ação espiritual.

3- A respiração diafragmática, nesses casos, independente da origem do teu problema -- fisiológia ou espiritual -- ajuda sobremaneira; optaste bem por fazê-la.

4- Não sei quanto ao desgaste na sessão de apometria -- como falei acima, não sei como são os procedimentos lá --, mas o fato de estares muito tempo sem aplicar passes e teres feito tal aplicação pode sim gerar fadiga fluídica, a depender do quanto doaste, seja em quantidade de passes ou em "volume fluídico" trabalhado. Nesse caso, tendo havido fadiga fluídica, o ideal é que te façam muitos passes dispersivos gerais, em todos os níveis, e te abstenhas de doações fluídicas até que te sintas completamente recuperada. Lembre-se que, para tais casos de fadiga fluídica, a água magnetizada especificamente para tal é indispensável.

5- Na suposição de tudo ser subproduto de doação fuídica, para que não volte a acontecer essa descompensação, procure reconhecer-se, sentindo e portando-se dentro de seus limites, os quais podem ir sendo ampliados, mas gradativamente e não de forma abrupta.

Leonardo – Salvador/BA
Pergunta: Como sabemos que as moléculas da água sofrem alterações no seu estado natural quando resfriada, indagamos o seguinte - depois da água fluidificada pode o paciente a qualquer tempo e a qualquer hora, quantas vezes julgar necessário, colocar e retirar a água da geladeira? Como o resfriamento altera as moléculas, uma vez que elas tendem a estarem mais condensadas, altera a energia depositada ali pela equipe espiritual e/ou passista?

R - Quando, no livro O Passe, falei da água magnetizada, praticamente criei um neologismo, falando das psi-moléculas dela quando magnetizada. E fazia sentido, pois não sabíamos, comprovadamente em laboratório, até que ponto as moléculas se alteravam por conta da ação magnética, mas é bastante evidente que algo mais sutil ali se estabelece, deduzido por seus efeitos. E, dentre esses efeitos, muito se "materializam" mesmo, afetando, de fato, as moléculas, daí advindo alterações na cor, no sabor, na consistência, na viscosidade, enfim, na parte física da água.

Essa parte física pode sim agir e reagir a efeitos físico-químicos, mas a parte mais sutil só é afetada por ação igualmente sutil, onde os efeitos fisico-químicos não são tão evidentes.
Ainda assim, mesmo com mudanças moleculares físicas, nem tudo muda só porque mudou o estado; a própria água segue sendo água, ainda que sob a feição de gelo ou vapor.
Que o resfriar ou o aquecer altera a disposição das moléculas da água isso é verdade, entretanto não há qualquer evidência de que o potencial magnético ali estabelecido se altere nesa mesma proporção e/ou direção.


Márcio – Pelotas/RS
Pergunta: O  número mais expressivo é de "médiuns" magnetizadores, ou seja, com capacidade de usinar os próprios fluidos ou de "médiuns" Espirituais onde o fluido predominante é dos Espiritos?

R - Não costumo empregar o termo "medium magnetizador". Para Allan Kardec existiam médiuns curadores e magnetizadores; e eu concordo com ele.
Partindo-se do que Kardec definiu, o que mais existe são magnetizadores; médiuns de cura são poucos. O problema é que no meio espírita se criou a figura do médium passista, aí qualquer um, que sinta qualquer arrepio, já é considerado médium passista, o que nos leva a pensar que estes são em maior número.

Podemos ainda observar o que se segue:
O fluido predominante é o do magnetizador (LM- Cap. XIV – DOS MÉDIUNS – Item 176. 2ª. Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e o homem; ora, o magnetizador, haurindo em si mesmo a força de que se utiliza, não parece que seja intermediário de nenhuma potência estranha. "É um erro; a força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxilio"…); portanto, a ação primordial dos Espíritos está vinculada àquilo que o magnetizador libera, conforme se depreeende dessas palavras.

Pergunta: E se pelo estudo teórico e consequente estudo de si mesmo, com exercício prático haverá casos em que o individuo transite de uma modalidade para outra?

R - Vou deixar a resposta por conta de Allan Kardec: LM-14; 162. "Os seres invisíveis, que revelam sua presença por efeitos sensíveis, são, em geral, Espíritos de ordem inferior e que podem ser dominados pelo ascendente moral. A aquisição deste ascendente é o que se deve procurar. Para alcançá-lo, preciso é que o indivíduo passe do estado de médium natural ao de médium voluntário. (...) O sonambulismo natural cessa geralmente, quando substituído pelo sonambulismo magnético. Não se suprime a faculdade, que tem a alma, de emancipar-se; dá-se-lhe outra diretriz. O mesmo acontece com a faculdade mediúnica".
Pergunta: Os "passistas" espirituais deverão dispensar todas as tecnicas e apenas valer-se de imposição sobre o coronario já que os fluidos  predominantes são do mundo espiritual?

R - Se houver garantia de que o passista é apenas e tão-somente espiritual, ou seja, sem deixar transmitir nenhum fluido magnético, poderá sim ficar apenas na imposição de mãos, mas devemos convir de que estes não são tão comuns como se pensa, daí o cuidado de se fazer ao menos passes dispersivos após imposições.



Tânia, SP

1- Pode ser aplicado transversal cruzado no coronário, nos passes comuns? (sem ser no tratamento)

R- Não vejo nenhum motivo para sua proibição de forma tão genérica. Se houver algum caso em que não seja recomendado será por motivo de cuidados pontuais e específicos. Apesar do coronário ser um centro muito especial, por ser o mais nobre de todos, isso não o interdita de que sobre ele façamos o que seja necessário. Todavia, como em tudo e em todos os centros, a sabedoria sobre o que se faz é sempre boa companheira.

2 - Quantos pacientes o médium pode  atender  por dia para o tratamento?

R- Primeiramente, prefiro não chamar passistas de médiuns e sim de magnetizadores. Estes, em suas possibilidades e potências, teem variações, de forma que só mesmo a prática e a observação podem determinar o quanto pode cada magnetizador. Ademais deve ser considerado também os problemas que estão sendo tratados e as necessidades fluídicas de cada um. Bem se percebe que não dá pra se ter um número definitivo e genérico para todos os casos, ainda que tratados de forma agrupadas.

3 - Tem que ser sempre o mesmo médium para cada paciente?

R- Novamente chamando de magnetizador, isso depende do que se pretende com o tratamento. Se o paciente tem boa ou ótima afinidade fluídica com o magnetizador a manutenção do par poderá contribuir, noutros casos poderá deixar de ser conveniente. Mais uma vez, cada caso é um caso.

 4 - Quantas vezes por semana devemos tratar os pacientes? Aqui trabalhamos, de segunda a sexta, com estudos e passes, exceto às quartas, quando ocorre o trabalho de desobsessão.

R- Desculpe-me pela repetição, mas cada caso é um caso, pois são muitas as variantes. Em tese, se qualquer atendimento magnético puder ser diário será ótimo, mas isso quase nunca é possível; se for um dia sim outro não, também costuma ser de boa medida e com resultados muito positivos. Mas o que é muito importante é que haja uma regularidade nos atendimentos e que o tempo do passe (de cada sessão individual) seja bem de acordo com a necessidade da terapia. No meio espírita temos sido muito parcimoniosos nesse quesito, quando muitos tipos de enfermidades ou problemas pedem passes muito mais demorados do que o habitual.

5 - Como podemos saber o término do tratamento, quando ainda não temos o tato magnético bem desenvolvido para sabermos se está tudo ok?

R- Primeiro que tudo, fica explícita a necessidade de se avançar na melhoria desse tato-magnético. Depois de se conhecer cada caso e se contar com pessoa ou equipe responsável pelas avaliações, os critérios naturalmente pedirão consistencia e coerência. Pode-se ainda recorrer a indicações espirituais, mas o risco aí é a falta ou pouca segurança de médiuns em saber o que é espiritual superior, inferior ou mesmo apenas ilações pessoais. Enfim; Kardec tinha total razão quando nos recomendou o estudo e a experiência, tudo aliado ao bom senso.

6 - Com base nas fichas, relatadas pelos próprios pacientes, poderemos dar alta magnética?

R- Claro que sim. Mas fica mais seguro se a essas fichas se associar as informações dos magnetizadores. Daí ser imprescindível que, pelo menos nos tratamentos propriamente ditos, existam fichas de anotações e avaliações, com todos os "retornos" possíveis, tanto dos pacientes como dos magnetizadores – e outros, se houver.

7 - No dia de desobsessão, estamos fazendo assim: é colocada a cadeira no meio da sala, fica um médium atrás e outro na frente do paciente, começa o passe com dispersivo no umeral, transversal cruzado no coronário pelo médium que está posicionado atrás; quando termina, o médium que está na frente faz dispersivo geral, transversal cruzado no esplênico, concentrado ativante, concentrado calmante, dispersivo geral. Tem dado um resultado muito bom, mas está correto? Pode dois médiuns tratar o mesmo paciente, embora não seja simultâneamente?

R- Não tenho condições de julgar se está correto ou equivocado o procedimento, contudo sempre digo que não existe um padrão único para todos os casos. Os magnetizadores podem atuar sim em duplas, desde que cada um faça sua parte a cada vez, sem que haja uma simultaneidade; isto porque há uma quase imperiosa necessidade de se estabelecer relações magnéticas com os pacientes e o trabalho em dupla gera prejuízos nesse sentido. Outro ponto é que se está dando certo isso deve ser confirmado e, depois, confrontado com outros modelos, pois nada há que não possa ser melhorado.

8 – Quando vamos fazer o exercício do treinamento do tato, alguns médiuns sentem muito fluido, isto é normal?

R- Pode ser considerado normal sim, mas uma avaliação mais precisa só pode ser dada com a observação e a análise pontual do magnetizador; como não conheço de quem se trata não tenho como dar opiniões mais precisas.

9 - Estamos tentando trabalhar aqui somente o primeiro nível do tratamento para depressão.                   (esplênico)
O segundo nível (Gástrico e Cardíaco)
O terceiro nível (cérebro)
Na demonstração que você fez do primeiro nível (num seminário que participei), eu contei todo procedimento.

Observação minha:
Os níveis da terapia da Depressão não seguem necessariamente os centros vitais que indicastes.

1 – Tato
2 – Dispersivo perto ( 3 )
3 – Transversal cruzado no esplênico ( 7 )
4 – Dispersivo perto ( 4 )
5 – Transversal cruzado perto ( 6 )
6 – Dispersivo perto ( 4 )
7 – Transversal cruzado começa perto e afasta ( 5 )
8 – Dispersivo longe ( 4 )
9 – Transversal cruzado longe ( 4 )
10 – Dispersivo longe ( 3 )
11 – transversal cruzado longe ( 2 )
12 – Dispersivo começa perto e afasta ( 4 )
13 – Tato

Tudo isto levou apenas 55 segundos.

R- Honestamente, não tenho idéia de onde você tirou esses tempos. Se foi de uma demonstração que faço, foi apenas uma demonstração que envolvia movimentos e não o tempo real de atendimento, pois costumo gastar, no mínimo, 10 minutos ao todo. Contudo, para se fazer uma boa aplicação do TDM-1 leva-se, pelo menos uns 12 minutos. Por isso que acho que alguma coisa não foi bem entendida dentro do que fiz ou escrevi.
Outra coisa, a forma como descrevestes os movimentos-ações não estão tão bem descritos como se pode perceber em meu livro A Cura da Depressão Pelo Magnetismo. Sugiro que releias e tome o que ali está como base.

10 – Quero fazer uma sugestão: faça um vídeo explicando passo a passo, os passes, tratamento, e as outras técnicas.

R- Isto é pretensão antiga minha. Quem sabe em 2013 este vídeo surja!!!


Humberto - MG

1- Com relação à desarmonia do CentroVital. O que significa dizer quando um C.V. está desarmonizado? Seria quando sua freqência está maior ou menor do que o ideal?

R- Tanto pode ser com a frequência fora de seu padrão de harmonia como por outros motivos (esses motivos também podem produzir a mudança de frequência) tipo: congestão, supressão excessiva, falta de conexão com outro centro (nadis obstuídos), etc.

2-  A teoria diz que quando o Magnetizador está perto do paciente, o passe é ativante, pois ele atua mais na base do vortex do C. V. e, ao contrário, quando ele está distante, o passe é calmante, pois ele atua mais na borda do vortex. Foi então perguntado porque que assim o é e se isso teria alguma relação com a frequência do C.V. Um amigo engenheiro nos disse o seguinte: Quando temos dois pontos girando ao redor de um mesmo centro, independente da distância que eles estejam do centro, se eles estão "conectados por uma "linha" por exemplo", a frequência dos dois pontos é a mesma. Da mesma maneira que uma pessoa localizada na superfície da Terra e um satélite de comunicação, localizado na atmosfera da Terra. A diferença seria no espaço percorrido. O satélite, por estar muito mais afastado do que a pessoa, percorreria uma distância muito maior do que ela, mas a frequência dos dois seria a mesma, pois ambos gastariam as exatas 24 horas p/ dar uma volta no planeta. E se gastam o mesmo tempo, a frequência é a mesma. Até aí, tudo faz sentido. Entretando, se isso é verdade, algo que esteja na base do C.V. teria a mesma frequência que algo que estivesse na sua borda. Se, através desse axioma, a frequência é a mesma, independente da distância em que os pontos estejam, o que é que determina a diferença entre ativantes e calmantes? Certamente não seria a frequência, uma vez que ela independe da distancia.

R- Quando faço seminários explico isso. Como o fluido não entra no centro de forma vertical e sim no vetor e no sentido do giro, quanto mais distante o fluido é "depositado", mais "longo" é o percurso por ele percorrido e é exatamente isso que "produz" uma "absorção diferenciada", muito embora tenha sim a mesma frequência. Essa é a forma que eu explico e sinto; é possível que outras explicações existam, mas o mais valioso é que se aplicado perto, o fluido é absorvido com uma "intensidade" e se é absorvido distante a "intensidade" é diferente (mais "suave"). E, retomando o que foi colocado pelo engenheiro, os satélites cumpririam a jornada em derredor da Terra no mesmo tempo sim, mas se dois satélites estiverem em alturas diferentes e ambos “caírem”, o que está mais perto chega primeiro – e essa é a analogia mais pertinente para a explicação do que pretendemos com a estruturação dos campos ativantes e calmantes.
Desculpe tantas aspas, isso é porque as palavras que estou empregando não são exatas, apenas passam o sentido que pretendo transmitir.

3- Quando estamos realizando um tratamento magnético em um paciente, dependendo da necessidade, poderíamos utilizar calmantes em um C.V. e ativantes em outro? Uma passista experiente diz que quando está aplicando passes às vezes sente a intuição de posicionar as mãos bem perto de um C.V., e que ao mesmo tempo, sente que em outro C.V., mesmo que ela queira se aproximar, ela sente uma intuição de se afastar. Disse ainda que sempre sentiu essas intuições, mas que, por não ter o conhecimento teórico do Magnetismo (o que agora estamos desenvolvendo), ela só agora está começando a entender essas coisas. Eu lhe disse que minha impressão é de que sim, mas que a aplicação de técnicas mistas e múltiplas precisarão ser estudadas e aprofundadas, o que se daria quando já tivéssemos dominado as técnicas básicas e que, certamente, com a prática, no futuro estaremos habilitados a fazer isso. O que você me diz?

R- Sua opinião está correta. Pode-se sim utilizar passes diferentes em zonas e locais diferentes a uma só vez; só que isso não deve ser tido como regra geral para todos os magnetizadores, já que as reações sendo diferentes, isso pede que o magnetizador saiba exatamente o que fazer e como proceder em cada ponto.
Uma observação adicional: o que normalmente se chama de “intuição” em meio a ações magnéticas, na maioria das vezes não passa de dupla-vista, esse fenômenos que o meio espírita vem desprezando seu estudo e negligenciado em seu aprofundamento há mais de um século e meio.


Valquíria - MG

Em 2012, minha mãe descobriu um canal de TV em que todo dia de manhã passa a uma novena. Ela assiste e segue as instruções do Padre que dá as orientações. Em um determinado momento, ele orienta a colocar um copo de água, estender as mãos sobre ela e fazer as preces; sendo que ele também estende as mãos e ora. Minha mãe tem feito isso. Porém, hoje de manhã eu a vi estender as mãos sobre a água e orar. Eu estava refletindo melhor e pensei que isso pode não estar sendo bom para ela, pois se ela não está bem de saúde, como ela mesma pode magnetizar a água que ela vai beber? Será que o magnetismo ali depositado está saudável? Será que o magnetismo ali depositado não está impregnado de energias ruins? 

R- Olha, a prática em si não está equivocada nem os fluidos dela mesma para ela mesma não são ruins. Dificilmente esse procedimento a contaminará, pois além da energética lhe ser peculiar, o fator fé com que ela o faz certamente disporá na água uma frequência de harmonia.

Mesmo sabendo que o ideal na magnetização da água é que quem a faça esteja sabendo o quê e como melhor fazer, não deves privá-la disso, pois seu estado emocional de fé pode lhe ser muito benéfico.


Eu frequento um grupo de estudos em uma casa espirita de Maceió/AL e uma questão foi levantada e não conseguimos uma resposta satisfatória, se possível gostaria de sua opinião se é permitido diluir a água magnetizada ou fluidificada? por que a questão que foi levantada foi que uma pessoa está indo fazer um tratamento no centro espirita e leva uma garrafa de um volume pequeno e em casa dilui em uma maior para que dure mais tempo.
Como sou estudante de engenharia observo que se diluir a quantidade de água magnetizada será a mesma só que com um volume maior consequentemente ela estaria mais fraca ou menos concentrada, logo eu suponho que não seria bom fazer a diluição, mas preciso de uma resposta mais concreta se você puder me ajudar será ótimo.

RESPOSTA:

Você está correto. A diluição da água magnetizada (também vulgarmente chamada de água fluidificada) altera a composição da mesma.

Essa diluição só deve ser recomendada na situação em que a pessoa levou um vasilhame pequeno para a magnetização e avisa que a mesma será ingerida ao longo de "tal período"e que, para tanto, precisaria de mais água. Nessa situação, depois de magnetizada e antes de iniciar a ingestão ou o uso da mesma, faça-se a diluição do volume magnetizado juntando-o ao volume total a ser usado no período. Dessa forma se terá um padrão de energia ou fluidos uniforme.

Ao contrário do que é comum se sugerir, se se fizer a diluição depois de ter feito ingestão de grande quantidade da água, isso alterará significativamente os resultados esperados dessa água.


Aldeci-RN

Sou passista e estudante do Espiritismo e do Magnetismo, bem como tenho acompanhado suas pesquisas em torno do Magnetismo.

Na convivência com os assistidos, durante a atividade do passe, deparo-me, algumas vezes, sobre questionamentos a respeito dos passes de correntes, entendidos aqui como todo passe aplicado por dois ou mais passistas em um único assistido, apenas para facilitar o conceito.

Alguns colegas argumentam sobre a realidade e a necessidade do passe de corrente utilizando-se de dois argumentos:

1º) o conjunto de passistas funcionaria como uma pilha, a qual a potência do passe aumentaria na proporção do número de aplicadores, considerando, é claro, que os passistas estão dispostos e com vontade de fazer o bem;

2º) um silogismo: o princípio da fraternidade é básico na natureza, um passista é meio egoísmo, dois aplicando os passes é fraternidade, logo, o passe de corrente é mais eficiente pela utilização do princípio natural da fraternidade;

Na Casa Espírita que eu frequento não há passes de corrente, por este motivo não tenho como avaliar, através de uma observação frequente, os efeitos de um suposto passe dessa natureza.

Tenho conhecimento de que existem aplicações de passes de correntes sob a denominação de passe "Pasteur", oriundo da Federação Espírita do Estado de São Paulo, mas não sei como funcionam.

A minha dúvida é se os argumentos acima estão corretos.

Tenho algumas observações a fazer:

- Não encontrei referencias ao passe de corrente (ou em conjunto) na Codificação (posso estar enganado);

- Não encontrei nada na literatura de André Luiz (também posso estar enganado);

- Não está havendo uma confusão, ou mistura, entre passe e prece? no sentido de que na prece, "quando duas ou mais pessoas se reunirem" em nome de Jesus....

Fica o tema como sugestão para o Jornal Vórtice.

RESPOSTA:

Olá, Aldeci,

Na verdade estás coberto de razões. Nosso meio, embora não devesse, é por demais místico e isso leva muitos a concluírem pelo que acham ou sentem, esquecendo que o Espiritismo é doutrina científica, com argumentações filosóficas que nos levam a conclusões morais.

O princípio alegado para a justificativa das correntes é insustentável e o próprio Kardec já se posicionou sobre isso:

Veja-se em O Livro dos Médiuns, item 62:

Nenhum indício há pelo qual se reconheça a existência da faculdade mediúnica. Só a experiência pode revelá-la. Quando, numa reunião, se quer experimentar, devem todos, muito simplesmente, sentar-se ao derredor da mesa e colocar-lhe em cima, espalmadas, as mãos, sem pressão, nem esforço muscular. A princípio, como se ignorassem as causas do fenômeno, recomendavam muitas precauções, que depois se verificou serem absolutamente inúteis. Tal, por exemplo, a alternação dos sexos; tal, também, o contacto entre os dedos mínimos das diferentes pessoas, de modo a formar uma cadeia ininterrupta. Esta última precaução parecia necessária, quando se acreditava na ação de uma espécie de corrente elétrica. Depois, a experiência lhe demonstrou a inutilidade,
No mesmo livro, agora em seu capítulo 25, item 282, 15ª pergunta:

Será conveniente a precaução de se formar cadeia, dando-se todos as mãos, alguns minutos antes de começar a reunião?

"A cadeia é um meio material, que não estabelece entre vós a união, se esta não existe nos pensamentos; mais conveniente do que isso é unirem-se todos por um pensamento comum, chamando cada um, de seu lado, os bons Espíritos. Não imaginais o que se pode obter numa reunião séria, de onde se haja banido todo sentimento de orgulho e de personalismo e onde reine perfeito o de mútua cordialidade."

Creio que essas duas questões esclarecem sobremaneira o assunto, muito embora elas não tratem diretamente dos passes aplicados.

Mas um ponto há de ser considerado. Se numa atividade de doação energética, fluídica, existe mais de um doador presente e como cada doador tem sua peculiaridade, pode ser que a presença de vários (não doando diretamente, mas se dispondo a entregar-se) permita uma melhor "possibilidade combinatória entre os partícipes, donde pode advir um resultado mais eficiente. Contudo, ainda assim isso não deve ser tomado como padrão ou regra geral.

Receba meu abraço e prossigamos com os estudos.


LUIZ ALBERTO – SP

O que é passe de impacto, não  encontrei no Manual do Passista?

RESPOSTA:

Em vez de passe de impacto eu chamo uma determinada técnica de imposição por impacto. Trata-se de uma imposição que atinge todos os níveis do centro vital em atendimento (ativante, médio e calmante). Aplica-se assim: eleva-se ou distancia-se a mão que vai aplicar a técnica do centro vital do paciente, na linha imaginária que segue do centro vorticoso, de forma perpendicular, até a distância de aproximadamente 1 metro e arremessa-se a mão na direção do corpo do paciente, seguindo a linha perpendicular que falei. Isso é feito de forma rápida, quase violenta, como se fosse ser dado um grande tapa no local do centro vital. Como a mão, a rigor, não sai da linha do centro vital, ele é, por isso mesmo, uma  imposição, logo uma técnica concentradora, e como ela atinge, de forma brusca e intensa, o centro vital em todos os níveis (do calmante ao ativante) ele é impactante e costuma ser muito útil em casos de descongestionamento.

2- Alguns passista magnéticos estão  sentido cansaço; um reclama de dor nas costa, após o termino  da reunião. O que pode estar sucedendo?

RESPOSTA: Pode ocorrer muitas coisas. A primeira é má postura mesmo. Outra, ainda fisiológica, é o chamado "peso do dia" ou "peso do corpo".

Magneticamente pode ser que esteja havendo poucos dispersivos ou os movimentos dos braços estejam desproporcionais aos esforços. Contudo deve-se ter muito cuidado mesmo é com a fadiga fluídica (e isso tem nos meus livros).


VERA – Gov Valadares-MG

Sou iniciante no Espiritismo, mas fiz duas etapas de curso de magnetismo com o Jacob, em Ipatinga/MG.

O problema é: tenho um irmão que realizou transplante de rins há alguns anos. Por isso, qualquer outra doença que se manifesta nele tem que ser tratada com muito critério. Há mais de um mês ele vem lutando contra uma HERPES DE ZOSTER, que não quer ceder por nada (ele está tomando medicamentos). Uma equipe de visita a enfermos do Grupo Espírita que frequento o tem visitado, uma vez por semana, e aplicado o passe. Porém o resultado é pouco satisfatório. Uma perna e um pé dele estão totalmente inchados e inflamados e ele diz que dói muito e fica dormente.

Gostaria de perguntar o seguinte: como deve ser o passe a ser aplicado nele? com qual frequência e duração?

RESPOSTA:
Obrigado por escrever e expor o problema.
Infelizmente, assim como nem todo espírita tem estudado o Magnetismo com a seriedade devida, nem todas as doenças encontram, ainda, solução bem definida por esse caminho, o do Magnetismo.

Graças a Deus, hoje já é bem maior o número de pessoas que veem se dedicando ao estudo dessa ciência e se continuar na marcha que vai, creio que em mais 20 ou 30 anos teremos boas respostas para muitas indagações, especialmente no campo da terapia de certas morbidades e patologias.

No caso da Herpes a que te referes (Zóster), ainda não temos nenhum estudo magnético específico sobre, mas podemos fazer alguns exercícios teóricos. Vamos lá:

1- Tratando-se de algo que ataca os nervos e que é de origem virótica, essa herpes tem sido considerada por muita gente como auto-imune - e isso costuma ser interpretado como "viva e conviva com isso pro resto de sua vida".

2- Por apresentar vesículas e feridas, costumamos tratá-las (ou tentar) de forma local, o que dificilmente resolverá a questão, a não ser no que diz respeito ao "fechamento" das mesmas em menor tempo.

3- Sendo provocadora de dores, também se busca muito superá-las ou suprimi-las, como se isso fosse suficiente.

De posse dessas reflexões podemos deduzir o seguinte:
1- trata-se de doença sistêmica e não pontual.

2- pode-se tratar os pontos, mas não só eles.

3- sendo ou estando o vírus instalado nalgum(ns) nervo(s), precisa-se detectar onde está o vírus e vencer o mal tanto no nervo matriz como no foco nervoso.

Assim, sugiro:

1- que alguém com bom tato-magnético busque localizar o foco no(s) nervo(s) responsável(eis).

2- trate o vírus como quem trata de um câncer, ou seja: magntismo super concentrados (pode ser por imposição, circulares ou mesmo sopro quente) intercalados por dispersivos. Numa primeira fase faça-se isso apenas na forma ativante (perto); depois de observadas as primeiras reações (após umas 10 sessões) experimente-se fazer também o mesmo procedimento com calmantes (mais distantes). – Esse procedimento pode ser feito diariamente ou, no mínimo, um dia sim outro não.

3- Por essa doença ser mais forte ou violenta em pessoas com deficiências imunológicas, deve-se cuidar do centro esplênico com muita consistência, já que ele é o principal responsável pela imunologia humana. Trate-se esse centro com mistos de dispersivos e concentrados, em todos os níveis.

4- Para um indispensável reforço, magnetize-se a água para ingestão diária em um mínimo de 6 doses por dia. Essa magnetização deve ser feita de forma mais demorada que o convencional (5 minutos no mínimo).

5- Para eventual alívio de dores, pode-se usar leves e rápidas imposições no gástrico e no frontal, sempre intercaladas com dispersivos localizados. Essas imposições costumam ser ativantes (bem próximas do corpo), mas sempre convém fazer também a média e maior distância (30 e 70 cm mais ou menos).

Considerando ainda o caso específico de teu irmão, pode ser feito ainda:

1- Passes longitudinais nas pernas, tanto próximos como a meia-distância, sempre com dispersivos intercalados.

2- Os rins dele estão pedindo ajuda. Isso tanto pode ser dado via esplênico como diretamente sobre os rins. Para o caso mais direto convém que quem o faça tenha boa sensibilidade para não sobrecarregá-lo.

3- Lembro ainda que muito energia depositada sobre os rins pode sobrecarregar o fígado, daí ser interessante após concentrar e dispersar os rins fazer o mesmo sobre o fígado e sobre o esplênico.

O que posso sugerir é isso.

Caso seja feito esse procedimento, por favor, mantenha-me informado, para futuras avaliações e melhores análises.

 


Elisa, SP

Oi, eu queria compartilhar uma experiência com você. Como já me conhece, sabe que eu sou muito brincalhona. E de um tempo para cá, eu brinco muito quando alguém pede para eu fazer algo que não quero ou não gosto; então eu falo: "Eu não posso fazer isso, pois eu sou deficiente!", e eu falo isso em casa, no trabalho, até pro meu chefe... Pois bem, brincando com isso comecei a observar as reações das pessoas, inclusive as que não são tão próximas e que possuem até algum tipo de "pré-conceito"; ao me ouvirem, instantaneamente riem quando falo isso e se aproximam. Eu ainda não compreendi porque essa reação, mas talvez seja porque assim eu me assumo como sou, ou sei lá, não sei bem porque... Mas é uma coisa que me deixa feliz, pois as pessoas se aproximam e acabam rindo, e vêem que sou capaz. Nesse clima, alguns professores até dizem que sou "deficiente made in paraguai". Eu acho engraçado e sorrio...

Resposta:
Que linda que és! Sempre me ensinando, me dando forças, me mostrando quão grandiosa é a vida! E ainda te achas “deficiente”...

Desde que te conheci e falo de ti pra alguém ou em alguma palestra, logo surgem os fãs (teus) querendo saber quem és, onde vives, como estás... Acho isso maravilhosamente lindo.

Mas... Veja isso:

Em meus seminários sempre falo que sou bonito, o homem mais lindo do mundo. Aí as pessoas sorriem e muitas delas chegam perto e dizem algo do tipo: "Nossa! Você e lindo mesmo! Mais ainda quando visto de perto!" Sabe  que isso significa? Que quando não temos medo nem freios naquilo que os outros não vêm ou censuram, logo os demovemos de seus pré-conceitos e os convencemos do contrário. É como uma lei que batizei como "a lei do fusquinha". Lembra que quando o fusca surgiu no cenário mundial era tido, apontado e rejeitado como o carro mais feio e ridículo do mundo? Mas o tempo foi passando, a eficiência do carrinho foi se firmando e, quando saiu de linha, todos, saudosamente, diziam de sua beleza e qualidade. Ou seja: se você insiste em algo e apresenta as qualidades, isso vira verdade.

No seu caso, o fato de assumires publicamente as limitações que tens no corpo promove em ti a lei do fusquinha, ou seja, todos passam a admirá-la ainda mais, a gostar de ti e a te achar uma pessoa super legal. Portanto, o que vale mesmo é continuar sendo assim e serás sempre lindamente maravilhosa. Valeu???


Kátia – PE

Acompanho suas palestras e seus livros já há algum tempo e gosto muito de suas  colocações sobre o Espiritismo e Magnetismo, notadamente quando destaca que ambas são ciências irmãs. Acredito muito no Magnetismo como chave para entender a vida. Eu sou médica e quando levamos o magnetismo para a medicina entendemos muitas coisas que de outro jeito não teriam explicações.

Bem, eu gostaria de saber se há algum trabalho dentro do magnetismo que ajude no tratamento para engravidar. Tenho endometriose e estou lutando há 7 anos para ter um filho, entre cirurgias e medicamentos.

Fico-lhe muito grata pelas suas informaçoes.

RESPOSTA:
Os problemas de endometriose são bem conhecidos pela Medicina, especialmente no que diz respeito ao seu diagnóstico, mas as providências para superar seus efeitos ainda não estão todas tão bem resolvidas como seria de se esperar.

Como o Magnetismo também só de pouco tempo pra cá voltou a se envolver, de forma mais direta, com a pesquisa e o aprofundamento de seus efeitos, muito pouco se tem a oferecer sobre uma infinidade de problemas fisiológicos.

Mas no caso da endometriose algumas lições já podem ser bem deduzidas.

Como esse mal é, em tese, um processo inflamatório, as técnicas magnéticas concentradoras ativantes, intercaladas por dispersivos ativantes, são apontadas como ponto de partida para a busca das soluções nessa área. Todavia, tudo indica que nesse processo inflamatório existam desarmonias não só fisiológicas, mas também fluídicas. Nesse caso, precisa que seja detectado "de onde parte a origem ou o comando desestruturador” a fim de reordená-lo. Um bom tato-magnético ou uma segura dupla visão em muito contribuirá nesse sentido.

Teorizando mais um pouco, tanto esse processo de desestruturação fluídico pode estar orginado no centro vital genésico como no esplênico ou, ainda, no básico.
As investigações que se devam fazer devem caminhar por aí.

Caso encontres quem te ajude com essas sugestões, peças que anote as séries feitas e suas consequências, pois esse problema, se bem resolvido, pode abrir novos horizontes para um enorme contingente de mulheres que sofrem do mesmo mal.

Espero ter ajudado e que encontremos boa solução.


ANNA – MG

Gostaria de uma ajuda, um esclarecimento do senhor. Sei que deve receber inumeros perguntar por dia, muitas duvidas, mas se no meio de tantas perguntas a minha for respondida ficarei muito feliz e lhe agradeço desde já.

Fiz o curso de passe na casa espirita que frequento em Belo Horizonte/MG. Comecei a aplicar passes, no primeiro dia que apliquei, duas pessoas tiveram manisfestações e quase deram passividade, fiquei um pouco assustada, pois achei que tinha transferido algo para a pessoa. É possivel eu transferir alguma energia "ruim" para a pessoa que está recebendo o passe?

Continuei o trabalho e na outra semana apliquei novamente passes, só que me senti muito mal no dia seguinte, sem energia, logo após fiquei gripada, com a garganta fechada e custei a me recuperar.

Quero muito trabalhar, fazer esta doação, mas acho que estou fazendo algo errado ou não estou sabendo repor minha energia.

Sou muito ansiosa também, isso pode prejudicar o trabalho? Não é aconselhavel que eu dê passes?

RESPOSTA:
Sem querer generalizar, infelizmente muitos cursos de passes são muito teóricos e, sem que se tenha um bom período de treinamento e experimentações práticas, por mínimo que seja, logo se dispõe o "estudante" ante uma prática, a qual sempre traz dúvidas, surpresas e dificuldades. O pior é que só raramente os instrutores se dispõem a analisar e  pontuar os fatos que pedem base e explicações para que se cresça nesse mundo magnético com a segurança devida.

Como não sei o como foi teu curso não tenho como opinar devidamente, entretanto posso te dizer algumas coisas básicas:

1- Usualmente, quando fazemos imposições (concentrados) em pacientes propensos a manifestações mediúnicas isso aumenta a possibilidade do fenômeno ocorrer;

2- Não são inoculações de fluidos "ruins" que promovem as psicofonias e sim os chamados "estados alterados" no paciente/médium, ampliados pelas captações fluídicas vindas dos magnetizadores;

3- Quando se tem um paciente com propensão à manifestação mediúnica e queremos evitar que tal se dê, fazemos passes dispersivos quase que exclusivamente, pois estes atenuam os potenciais magnéticos dos pacientes/médiuns;

4- De forma particular, em teu caso tudo leva a crer que és portadora ou de um potencial magnético vigoroso ou de uma forma muito ostensiva de doação; isso combinado deve ter levado às duas situações propostas, ou seja: com muita doação de tua parte o paciente absorveu muitos fluidos e isso o levou à incorporação; e em ti, com essa perda excessiva, podes ter chegado a uma fadiga fluídica (leia em um dos meus livros acerca desse fenômeno);

5- Não basta fazer um curso de passes para se ter a capacidade ideal para aplicar-se passes; uma boa prática, devidamente acompanhada, se faz imprescindível;

6- Existe uma regra áurea em magnetismo prático: "na dúvida disperse", ou seja, não concentre;

7- Por fim, bons exercícios de respiração diafragmática são elementos de bom uso tanto para a recuperação de perdas, como para fazer diminuir o excesso de doação durante uma aplicação de passes.

É isso.


HÉLIO – RJ

Soube, estarrecido, que no Rio o índice de crianças se suicidando é alarmante, mas parece não ser permitido se divulgar isso. O que me dizes?

RESPOSTA:
Dados sobre Suicídio. Isso sempre, SEMPRE mesmo, é manipulado. O suicídio é algo tão degradante que todo mundo – sejam pessoas, famílias, grupos, sociedades, cidades, países, políticos, polícias, religiões, enfim, todos -- quer esconder, omitir, negar, não divulgar, minimizar, falsear...

O que ocorre é um fato cruel: o suicídio é reconhecido, ainda que de forma íntima, um verdadeiro atestado, inequívoco e violento, de que não estamos dando contas do que nos compete. É uma confirmação do desvalor que temos dado às criaturas, à vida.

Agora imaginemos quando o suicídio ocorre envolvendo a infância! As mães, que já se sentem irremediavelmente culpadas, cairão em desespero se a sociedade souber a causa da morte de seu filho pequeno; os pais, como a fugir das co-responsabilidades intrínsecas e intransferíveis, acusarão ainda mais o feminismo, ali tentando descarregar suas fraquezas; os governos, por não terem a quem transferir as responsabilidades, usam do ‘jeitinho’ para maquiar números; e as religiões, muits vezes distantes das bases de amor e solidariedade, não saberão explicar 'por onde anda Deus'.

Fato é que o problema existe, é grave e praticamente ninguém toma providências. E saberemos a razão 'fisiológica ou patológica' disso??? Exatamente: a depressão, a depressão se apresentando em suas faces cruéis. E as Casas Espíritas continuam esquecendo que Allan Kardec nos advertiu para não nos afastarmos do Magnetismo. Fazer o quê?!?!?!

Mais do que nunca descruzemos os braços, abramos mente e coração e ajamos com mais eficiência “enquanto é tempo”.


FÁTIMA – SP
Estou com uma dúvida e quero saber se tem fundamento o que eu escutei a respeito de colocar o esparadrapo no umbigo, principalmente por aqueles que trabalham em um consultório médico, escolas, lugar onde transitam muitas pessoas e o ambiente muitas vezes é carregado. Não sei explicar e nem sei se funciona,  mas tenho uma amiga que  faz isso e disse que sente diferença quando esquece de por o esparadrapo.

RESPOSTA:
Não vejo qualquer lógica ou fundamento para o esparadrapo tal como questionaste. Caso alguém tenha uma base para explicar isso deverá - a bem da verdade - torná-la pública.
O fato da sua amiga sentir-se diferente quando esquece de por o esparadrapo pode muito facilmente ser explicado como fruto de condicionamento psicológico.
A fim de pedir que mais pessoas se pronunciem sobre o que acham a respeito disso, transcreverei esta pergunta e respectiva resposta em meu site (www.jacobmelo.com) na coluna "Jacob Melo Responde".


EDUARDO – SP
Você poderia dar uma orientação do procedimento ideal nesse caso: existe pacientea que dá passividade e/ou está sob jugo ou influências espirituais e isso geram alterações comportamentais, sejam físicas ou mesmo na fala (sob influência espiritual) no momento do passe. Como o magnetizador deverá proceder nestes casos?

RESPOSTA:
Caso o que se queira no passe é não permitir a manifestação espiritual, então deve-se falar com o paciente incentivando-o a respirar normalmente, a abrir os olhos e a reagir conscientemente, enquanto isso se aplicam vigorosos passes transversais no umeral ou sobre o frontal. Terminada a ocorrência, reforce-se o quadro de superação com mais transversais no umeral, inclusive nos níveis calmantes, e conclua-se fazendo alinhamento geral em todos os níveis.

Mas se o que se pretende é o envolvimento de fato, então o procedimento é o inverso: concentrem-se ativantes e calmantes no mesmo umeral. Lembrando que, mesmo neste caso, ao final devem ser feitos muitos dispersivos locais e gerais nos vários níveis.
É isso.


MARIA JOSÉ – RJ
1- Estava iniciando o Passe numa senhora e senti um gosto estranho na boca, era como se eu tivesse tomada um remédio forte, um antibiótico ou anti-inflamatório. Do início ao fim do Passe. Quando fui ministrar o Passe num jovem, o mesmo aconteceu. Naquela noite, somente foram em 2 pacientes.

R- Apesar de não existir muitos relatos acerca disso, o fenômeno é mais comum do que se imagina. Está, de certa forma, dentro do amplo espectro da 'dupla-vista', tratada por Allan Kardec em toda sua obra. O que se dá é que enquanto se estabelece a relação magnética entre magnetizador e paciente, as sensações, seja entre eles apenas ou na percepção dos campos energéticos envolvidos na terapia, ficam 'à flor da pele' e aquele que tiver melhor dupla vista perceberá coisas inapreensíveis por quem não tem.
Como todo fenômeno anímico, ele pode ser constante, esporádico ou circunstancial.

2- A outra dúvida; sabemos que não devemos comer carne 24hs antes da aplicação do Passe ou numa Reunião Mediúnica. Nossa companheira esqueceu que era dia de trabalho e comeu um pedaço de carne, sem a intenção. Queria faltar a reunião, mas pedi que não faltasse e que ficasse somente na sustentação, em preces. Ela se ausentou, achando que atrapalharia o trabalho e a Espiritualidade. O que você me diz a respeito disso? Qual a melhor atitude quando acontecer algo assim: Faltar a reunião ou ficar somente no apoio?
R- Sejamos coerentes: a carne atrapalha sim, pois é alimento muito denso e sua digestão gera elementos que complicam no momento da usinagem fluídica (produção e exteriorização dos fluidos magnéticos). Mas é preciso considerar outros fatores: a quantidade ingerida, a regularidade com que é servida como alimento, o tempo que antecedeu a prática, a real necessidade do passista, enfim, o bom senso deve ser muito bem considerado nisso tudo. Assim, o ideal seria aproveitar o melhor possível a passista; fosse numa chamada 'sustentação', fosse até como aplicação mesmo. Mas, se tiver havido excessos -- por exemplo, uma churrascada -- aí o melhor é evitar-se mesmo.


MARCOS ALVES – MT
Minha duvida é quanto à metodologia de aplicação dos passes.
Tenho reparado que  em muitas casas espíritas os passistas não observam a questão de fechar as mãos quando voltam à cabeça, o que causaria congestão fluídica – no que estou de acordo - , no entanto muitas pessoas que pude acompanhar em seus tratamentos, obtiveram expressivas melhoras mesmo dessa forma.
Como explicar isso, uma aplicação de maneira equivocada dando resultados positivos?

RESPOSTA:
Observe que existem situações atenuantes:
1- Passe rápido com curta duração.
2- Passista com pouca usinagem ou usinagem de fluidos menos densos.
3- Passista que consegue, mesmo no retorno com mãos abertas, não deixar 'vazar' fluidos no refluxo -- isso se observa muito em passistas muito experientes.
4- Paciente pouco sensível ou com sensibilidade retardada – nesses os efeitos só se pronunciarão bem depois do passe.
5- Paciente com rápida e eficiente absorção.
6- Falta de feed-back real.

Considerando tudo isso, pode ser sim que não se observem os problemas comuns ao caso e até ocorra a positividade que apontaste.
A segurança, entretanto, recomenda cuidado, pois quando surge o problema fica grave o resultado.

Receba meu abraço e bom final de semana.


Elvécio – MG

No início da reunião mediúnica temos como procedimento ministrar passes nos médiuns. Como vê esta prática? Algum inconveniente?

RESPOSTA:

O hábito de sempre aplicar passes antes de trabalhos mediúnicos tem uma vantagem e uma desvantagem.

Vantagem: se o passe for apropriado gerará melhores condições de equilíbrio para o médium, facilitando-lhe o trabalho.

Desvantagem: isso gera acomodação ao médium e a observação prática tem demonstrado que os médiuns ficam menos atentos ao comportamento do dia-a-dia, pois "o passe antes da reunião me harmoniza para o trabalho", pensam.

O passe deve ser aplicado em quem e quando houver necessidade e não por regra geral. É o que penso; é como ajo.


Karina – Natal/RN

Tenho uma dúvida a respeito dos magnetizadores que usinam através do genésico e do básico; como o passista pode transmutar os fluidoss mais densos desses dois sistemas em sutis para que seja melhor utilizado?

RESPOSTA:

Na verdade, AINDA não temos plena consciência de muitas coisas que fazemos, notadamente no campo fluídico. Ainda impera uma espécie de "automatismo inconsciente" em nossas usinagens, onde a "natureza magnética" age e interage de uma forma um tanto quanto autônoma, identificando o tipo de fluido a ser expelido e, com isso, produzindo-o na frequência com que é "solicitado". Nisso parece ficar muito claro que quanto melhor desenvolvermos nossa dupla vista ou o tato-magnético melhor nossas usinas (centros vitais) refinarão os fluidos, já que estará claramente estabelecida a “identidade” do que é necessário.

Por outro lado, os fluidos provenientes dos centros de mais baixa frequência (gástrico, esplênico e genésico) tendem a ser mais densos, daí precisarmos ter maior cuidado em suas aplicações, mormente quando dirigidos a centros de alta frequência (como laríngeo, frontal e coronário) e até o mediano (cardíaco).


ALCIONE – RJ

Li seu livro “Cure-se e Cure pelos Passes” – excelente por sinal.

No capítulo 20, p 202 (11ª edição), você afirma que indivíduos que fazem uso de remédios controlados e os que atuam sobre o sistema nervoso central não deveriam dar passes.

Recentemente sofri minha primeira crise de epilepsia e talvez tenha que tomar remédio pelo resto de minha vida.

Minha dúvida é simples, você acha que sou um caso de restrição para ministrar passes?

RESPOSTA:

Vou explicar o assunto em dois pontos e deixar uma sugestão.

1- A verdade é a seguinte: muitos componentes químicos dos medicamentos podem ser transitados (do magnetizador para o paciente) através do magnetismo. Se esses componentes implicarem incompatibilidade nos pacientes isso poderá gerar reações indevidas ou inadequadas neles. Infelizmente não sabemos exatamente que componentes são transitados, em que potenciais isso ocorre e em que situações isso é mais ou menos verificável. Sendo assim, por medida de prudência, recomenda-se a abstenção de se aplicar magnetismo quando se está ingerindo determinados remédios. Por outro lado, para se fazer uma pesquisa real acerca dessa possibilidade não haverá outro caminho que seja diferente do se permitir pessoas diversas, ingerindo os mesmos medicamentos, fazerem passes em pacientes mais sensíveis – já que estes dariam uma resposta mais clara dos efeitos. Lógico que, nesse caso, o acompanhamento criterioso e bastante objetivo deverá ser uma constante, pois se trata, literalmente, de uma abordagem técnico-científica.

2- A pessoa (magnetizadora) que se encontre em alguns estados alterados -- orgânicos, psíquicos ou emocionais -- está, só por isso, desaconselhada de aplicar passes, pois há uma regra geral que diz que "só deve passar harmonia quem está harmonizado".

Isto posto, creio que em teu caso seria possível sim aplicares passes, mas deverás ter toda atenção na observação junto aos pacientes a fim de detectar qualquer anormalidade em suas reações. Provavelmente não acontecerá nada de mal, todavia, manda o bom-senso que cuidemos para não sermos traídos pelo descaso.

Sugestão- Pessoas que sofrem de epilepsia, quando em tratamento por passes magnéticos, deve receber bastante perpendiculares, tanto próximo como distanciando aos poucos, lembrando que os perpendiculares, para serem bem eficientes, precisam igualmente envolver o centro coronário (no alto da cabeça) como o esplênico (que repousa sobre o baço, em um ângulo aproximado de 45º em relação aos frontais. Esses perpendiculares devem ser feitos em velocidade rápida, pois são dispersivos.



A... – SP-SP

Tenho acompanhado seu material no youtube e em um de seus videos..no encontro de curitiba..você faz citações muito importantes que refletiram o real estado da casa espirita que participo.

Quando você cita: " se você faz mais de três perguntas num encontro, numa palestra... as pessoas já olham pra você desconfiadas e  a encaminham para a sala de desobcessão" rs... E também menciona "a importancia da leitura das revistas  organizadas por kardec...", ponho-me reflexiva.

Jacob estamos com uma situação muito complicada em nossa casa. Tenho mais de 30 anos e estou no movimento espírita desde a infancia; fico observando a casa espirita à qual estou vinculada... estamos vivendo situações constrangedoras: tudo centralizado em uma única pessoa, que é fundadora, dirigente e única médium, que realiza a organização de trabalhos, da desobsessão... De forma que qualquer coisa que se realize na Casa tem que passar no aval dela...

Médiuns sem postura ética, que cultivam no coração rancor e mágoa, que tem problemas de relacionamento dentro da Casa espírita, nao falam uns com os outros e ainda vão juntos pra sala de passe... Receberam a orientação dessa medium dirigente, como mensagem dos espíritos dirigentes da casa, dizendo que entre agosto e outubro todos devem armazenar alimentos  básicos, água potavel e agasalhos porque o planeta estará passando por problemas sérios com proximidade de um planeta (que muitos vulgarmente no meio exotérico chamam de planeta chupão ou herculobos) no campo magnético da Terra e que teremos muitos problemas...

Eu já não sei o que fazer. Tenho assistido uma série de posturas fora da doutrina, muitas alienadas, e sinto que não posso fazer muita coisa. Por fim, decidi me afastar.

Obrigada pela paciencia em ler minhas linhas... E se você tiver material para compra de suas palestras me informe, pois gostaria de adquirir mais material do que só os vídeos do youtube...

RESPOSTA:

Obrigado por me escrever e detalhar tudo.

Deveras, até parece que os espíritas esqueceram do básico, do essencial, de tudo.

Kardec é desconsiderado, Jesus é lembrado apenas para a reforma dos outros e o Bem é artigo em extinção. Nisso tudo, o Magnetismo perdeu sua letra maiúscula e virou pilhéria.

Veja: se Deus quer isso mesmo, que nos tranquemos para sermos salvos, então Ele esqueceu-se de que é Deus e virou apenas um capetinha.

Pensemos: se eu tiver água e mantimentos guardados e um irmão tiver sede e fome, o que devo fazer? Se eu tenho o que falta para que o outro sobreviva, eu me escondo e finjo não ver, finjo não vê-lo?

Não, amiga, isso não é Espiritismo.

E se não tens como mudar a Casa, não se deixe mudar por conta dos desavisados, dos desorientados e dos cegos que conduzem cegos.

Esta a minha opinião.


Thiago – SP

O estudo em livro de sua autoria, "O Passe", me inspirou a pesquisar sobre o "disturbio bilar", na qual a psiquiatria designa o transtorno de humor dela (pessoa que estou tratando), procuro sempre levá-la para tomar passes, e como complemento, utilizamos a Homeopatia e psicoterapia.

Venho aqui, compartilhar que foi "gritante" a diferença em que ela se encontra, de anos e mais anos de pesquisas e ela sofrendo com esse mal em sua saúde.

Abaixo, segue um texto que me inspirou, e que quero compartilhar contigo.

Texto sobre Homeopatia:

"O raciocínio homeopático passou a considerar que a alopatia atua suprimindo sintomas, como alguém que apenas arranca ou joga veneno em ervas daninhas que nascem em certo local.

Elas tenderão a voltar sempre, desde que o terreno continue suscetivel e convidativo ao desenvolvimento delas.

O homeopata é comparado a alguém que busca conhecer as peculiaridades desse terreno e o estimula a expurgar a sua morbidez, sanando assim a sua predisposição enfermiça.
Com isso, as ervas daninhas, não encontrando mais as condições necessárias para subsistir, simplesmente deixam de nascer ali."

Livro: Homeopatia e Espiritismo. Capítulo: A doença como caminho para a Cura. Autor: Gilson Freire. Página: 165.

RESPOSTA
:

Que bom que as 'coisas' vão se ordenando!

É tão bom saber que a Vida sempre tem soluções, apesar de nem sempre as encontrarmos exatamente como e/ou onde a queremos encontrar. Essa verdade nos diz que Deus não é mesquinho nem seletivo; Ele simplesmente é Deus e, por isso, sempre nos concede meios de superação e não fica restrito a contabilizar se temos ou não merecimentos. Até porque, todos temos todos os merecimentos, posto que somos filhos dEle, não é mesmo? Tanto é verdade que Jesus nos afirmou, conforme Mateus 5, 45: ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

Obrigado pelo texto que me enviaste. Uma redação extremamente feliz. Vou utilizá-la (publicada acima).

Por fim, não sei se já lestes meu livro ‘A Cura da Depressão Pelo Magnetismo’. Pergunto porque respondo a tantos e-mails que tem horas que não consigo lembrar de tudo. Em todo caso, acho muito valioso que o leias, tá?


Márcio Motta – RS

Aqui no Centro onde trabalho, continuamos as segunda- feiras, das 21:00 as 22:30 hs, com o estudo da ciência magnética, através da vossa obra: MANUAL DO PASSISTA. Temos uma dúvida quanto a sintomatologia sentida em uma de nossas tarefeiras quando das lides do passe já que é portadora de uma mediunidade ostensiva... Poderias nos esclarecer a respeito?

RESPOSTA:

Desculpe pela demora em responder. Estiva participando do 5o EMME, na Florida, o qual foi excelente. Pena que não tenhas podido ir.

Mas vamos ao que colocas.

1- Como sabermos quando, por exemplo, a mesma pessoa está com o tato magnético em ação (mesmo que inconsciente, pela própria condição de iniciante em algumas situações) ou está sendo orientada pela sua vidência sob a orientação dos Espíritos ligados a esse ofício magnético.

R- Em princípio, facilmente se distingue as diferenças entre o tato e a vidência, pois o tato é uma sensação muito própria e chega, por vezes, quase a ser física, de tão palpável, enquanto a vidência é caracterizada pela visão de algo ou alguém espiritual. Não confundamos: ver com os olhos "da alma" não significa ser vidente, pois mediunidade se caracteriza pela relação entre os 2 mundos e não entre frequências de um mesmo mundo, diferente apenas pela vibração em que se instalam os fenômenos. Já a intuição é algo que, por assim dizer, "vem de fora" enquanto o tato "vem de dentro". Por exemplo: a mão de um magnetizador parar num determinado ponto ou lugar do corpo de um paciente tem muito mais de interação entre campos fluidicos do que de intuição.

Por fim, infelizmente não existe obra específica sobre isso, mas o bom senso deixa bem claro que as diferenças são reais e bastante perceptíveis.

2- Quando que o que sente no organismo é ação dos Espíritos enfermos ligados aos pacientes ou reflexos da usinagem fluídica, ainda desconhecida pela própria condição de iniciante dessa magna ciência? Tais como a fadiga fluidica em alguns momentos?

R- Desculpe a forma direta, mas o início é sempre cheio de óbices e dúvidas. Nem tudo está definitivamente esclarecido e nem todas respostas práticas dispensam tanto o aprofundamento teórico como a vivência do dia-a-dia de quem experimenta.

Um bom observador/analisador tem como chegar às conclusões certas sem muitos erros.
O desenvolvimento do tato-magnético, ou da dupla vista, é o que os espíritas jamais deveriam ter deixado de lado, pois nesses casos, faz muita falta.

Tive uma oportunidade de ir até essa Casa que diriges, mas, lembre-se, por motivos diversos você desistiu do encontro. Não que eu conseguisse explicar tudo, mas certamente teríamos dado um norte teórico mais feliz para essas dúvidas.

Hoje, depois de 45 anos de vivência como passista e magnetizador, já sei identificar muitas coisas que iniciantes não terão tanta segurança, mas o prosseguimento dos que se interessam mesmo sempre apresentará grandes soluções para o grande Bem que devemos fazer.

Por fim, para separar didaticamente as ações magnéticas das mediúnicas deve-se estudar, com rigor, a obra de Kardec e dos Grandes Magnetizadores. Só assim, e com muita experimentação, teremos a segurança que todos procuramos.
Receba meu abraço e prossigamos nas lutas.


F... – SP/SP:

Tenho uma dúvida em relação a um tipo de doação de energia que ministram na Casa em que eu trabalho. A explicação passada acho-a inconsistente.

É o seguinte: depois do passe de limpeza e de harmonização, alguns assistidos recebem um passe que chamam de “energia”, com a finalidade de doar uma "carga fluídica" a mais para que a pessoa se sinta melhor, mais disposta...

Para isso, o medium segura as mãos do assitido, porque, segundo a direção da Casa, só por esse meio é que o assitido receberá os fluidos magnéticos, e com mais dois méduins se forma uma corrente e assim vai recebendo os fluidos.

Eu me incomodo com este tipo de procedimento, uma vez que sempre li que nao se deve tocar no assitido...

Minha pergunta: a pessoa tem que receber esta energia só pelas mãos?

RESPOSTA:

O procedimento que está sendo indicado em tua Casa já é bem antigo. Logo após Mesmer -- e até mesmo ele -- vários magnetizadores só diziam conseguir estabelecer uma boa relação magnética se envolvessem as mãos dos pacientes nas suas; alguns sentiam necessidade de tocarem/ficarem tocando os polegares deles com os dos pacientes.

Com o tempo isso foi vencido e o que hoje chamamos de tato-magnético, sem toques, se mostrou tão ou mais eficiente do que esse modelo.

Um detalhe, todavia, merece ser bem destacado: NÃO HÁ trânsito fluídico apenas pelo toque não. Ainda que o toque não seja tecnicamente condenado, não é ele quem viabilizaria a maior ou menor doação/absorção fluídica.

Particularmente considero ultrapassada a orientação do toque para reforço energético. Afinal o correto é se receber fluidos e energias pelos Centros que estejam mais diretamente afetados ou correlacionados com o(s) ponto(s) a ser(em) energizado(s).


MÁRCIA:

Estávamos ontem abrindo os trabalhos de TDM, quando um dos médiuns questionou se o fato de tratarmos pessoas com depressão, talvez faça respingar alguma coisa nos trabalhadores, ou seja, os trabalhadores correm um sério risco de serem "contaminadas" e se tornem  pessoas altamente depressivas. Após o questionamento desse médium, outros 5 trabalhadores fizeram as mesmas perguntas e queixas.

Poderíamos preventivamente aplicar passes dispersivos nos aplicadores quando terminarmos o atendimento para evitar essa doença?

Você tem alguma estatisitica ou conhecimento sobre isso?

RESPOSTA:

Honestamente, não vejo motivos que justifiquem esse cuidado.

Na realidade, se formos ter essa preocupação com os passes em depressivos, "todos os casos", de quaisquer problemas que fossem, pediriam idêntica providência. Isso nos levaria a um fenômeno que, nos dias atuais, já é difícil de se corrigir, o dos papa-passes, comum em muitos frequentadores de Casas Espíritas, que dirá se isso se alastra e afeta os passistas? Sendo isso um equívoco junto aos pacientes (que não entendem), o que se diria do mesmo condicionamento nos próprios magnetizadores (que entendem)?

Não é sabido de nenhum dos magnetizadores que vêm trabalhando com depressivos, há alguns anos, que tenham "assimilado ou adquirido" desarmonias indutoras a esses estados. Não há, teoricamente, esse risco, ainda mais se todos os dispersivos forem feitos com os cuidados e as intensidades tão bem testadas e definidas.


REGINA – SP/SP

Qual a sua opinião sobre o uso da cromoterapia junto ao magnetismo? Se for a favor, a aplicação das cores nos centros de forças deverá respeitar a cor de cada um deles ou se aplica a cor na grande corrente de acordo com o diagnóstivo do integrante e tudo bem?

RESPOSTA:

Embora eu respeite tudo o que as pessoas e os estudiosos apresentem como bom, especialmente aquilo que é confirmado como tal, não tenho como examinar e aplicar tudo e ter opinião concreta sobre todas as terapias.

Certamente que a cromoterapia tem seus valores, muito embora eu acredite que muito melhor do que projetar uma cor que signifique um sentimento o ideal é emitir a vibração do que se sente de fato, com o direcionamento para o melhor e dentro de todas as melhores possibilidades de qualquer um.

Por isso, em vez de projetar uma onda de tal cor ou emitir mentalmente tal tipo de onda ou frequência de cor, prefiro pensar na saúde e no que eu posso mandar como fluido para a ajuda direta e efetiva. Isto não descarta que se possa fazer uso das cores, embora eu não me utilize delas nos tratamentos magnéticos que oriento.

Desculpe se não posso ajudá-la melhor em sua dúvida, mas é isso o que penso e faço nesse quesito.


GERALDO – RECIFE/PE

É seguro aplicar passes sem o devido receituário?

Podemos aplicar somente os dispersivos e harmonizantes ou devemos aplicar o passe coletivo?

Gostaríamos, na medida do possível, da sua ajuda indicando um "passo a passo" para a implantação da fluidoterapia em nossa Casa.

RESPOSTA:

O receituário é apenas e tão somente um elemento indicativo de terapia, o qual deve ser tomado como uma referência e nunca de forma absoluta, pois sabemos que existem limites e falhas em tudo. Portanto, o passe pode sim ser aplicado sem o receituário. Para isso é que o Magnetismo -- e o mesmo faz Allan Kardec em suas obras -- nos ensina a desenvolvermos a dupla vista (segunda visão), a qual nos levará a fazermos diagnósticos seguros e bem eficientes. Ainda que os passistas precisem ser preparados e irem se desenvolvendo ao longo do tempo, é melhor buscar desenvolver esse tato-magnético do que ficar dependendo sempre de receituários.

Como, em termos de técnicas, os dispersivos são os que oferecem as menores possibilidades de deixarem desconforto tanto nos pacientes como nos passistas, eles podem sim ser aplicados sem receio; isso será sempre muito melhor do que fazer apenas imposição de mãos.

Por fim, não tenho muito como indicar um passo-a-passo na implantação de trabalhos de fluidoterapia, mas sugiro que todos os participantes estudem numa mesma base a fim de se sentirem mais seguros e poderem se apoiar um no outro. De meus livros, o mais abrangente (dos que estão em circulação) é o Cure-se e cure pelos passes, mas O Manua do Passista também atende bem a esse propósito.

Indico ainda que visite, cadastre-se e divulgue meu site (www.jacobmelo.com), pois ali tem muito material de primeira qualidade, inclusive palestras minhas e partes de seminários que muito poderão ajudar na montagem dos trabalhos que pretendem.


PASTORELLI – SP/SP

Nosso grupo de estudos está em andamento. O presidente de nossa Casa nos convidou para iniciar um trabalho de passe magnético após as sessões mediúnicas  no tratamento da obsessão. Procurei material a respeito desse passe e não obtenho sucesso. Poderia me orientar, pelo menos dizer onde posso encontrar informações a respeito?

RESPOSTA:

Não tenho nenhuma obra que trate especificamente do caso de passes magnéticos em reunião de desobsessão, mas já comentei em meus livros que, via de regra, esse passe deve ser aplicado no umeral (alto da coluna), da seguinte forma:

1- querendo facilitar ou favorecer à aproximação da Entidade Espiritual, faça-se aplicação de passe concentrado (imposição ou circular) naquele centro vital. Em princípio, faz-se ativante (próximo), mas alguns casos pedem que se faça também calmantes (afastado). Se precisar fazer esse procedimento por muito tempo numa mesma sessão, intercale-se os concentrados com rápidos dispersivos transversais para evitar "sobrecarga" fluídica e, assim, diminuir os incômodos que o médium possa vir a sentir ao final do atendimento; e

2- ao contrário desse caso, se o intuito for dissipar os fluidos ou afastar a entidade comunicante, aplica-se dispersivos bem vigorosos (rápidos e largos) sobre o umeral, tanto perto como distante. Não sendo suficiente, pode-se fazer sopro frio (como quem apaga uma vela) diretamente sobre o frontal, soprando-se com vigor e de meia a longa distância (mais ou menos de uns 50cm a 1 metro). Independente do que tenha sido feito, nos dois casos, deve-se sempre concluir com dispersivos gerais para que o médium fique bem.
Espero que isso resolva tuas dúvidas.


IZABELA – RECIFE/PE

Na casa existe uma cultura que a pessoas próximas (familiares, por exemplo), não é recomendado aplicar passes nos seus. Não entendo essa "regra". Faz mesmo sentido?

RESPOSTA:

Claro que não faz qualquer sentido essa “regra”, essa recomendação.

Veja bem a incoerência: normalmente, quem primeiro recomenda essas coisas sempre diz que "o mais importante de tudo é o amor". Ora: e como fica se quem me ama é meu familiar??? Quer dizer, então, que o amor ficaria em segundo ou em último plano?

Outro ponto é que costuma ser feita uma comparação indevida; a um cirurgião não é recomendado fazer uma cirurgia no próprio filho, por questões emocionais fortes e disso se extrapola para a “regra” referida. Ocorre que um passe num familiar não é uma cirurgia aberta e, ademais, é mais do que comum e normal que médicos atendam, com eficiência e prazer, a seus familiares. Portanto o raciocínio acima não se justifica.

Por fim, ainda que proíbam, não deverá isso nos afetar, pois não há ninguém nem nada que nos ame mais e seja mais próximos de nós do que Deus, do que nosso anjo de guarda... Já pensou se eles acreditassem nessa regra? Estaríamos perdidos.
É isso.


CASSANDRA – Natal/RN

Pergunta:


Eu gostaria de saber se você poderia me dar algumas orientações no que se refere ao estudo sobre magnetismo. Sou espírita há uns 3 anos e somente no curso de passe do ano passado (o primeiro que eu participei) conheci o magnetismo. Foi algo muito emocionante para mim. Desde então me aventurei a estudar alguma coisa e quando meu trabalho permitiu, fui fazer um "estágio" com amigos, iniciando a aplicação de passe em idosos.

Agora estou meio na dúvida de para onde ir... Antes eu pensava que deveria estudar toda a obra de Kardec para poder aprender alguma coisa sobre magnetismo. Tentei, mas vi que não é muito bom estudar sozinha, ainda mais se você vai literalmente começar do zero, igual ao Coração Pirata do Roupa Nova... Atualmente estou no ESDE e no Estudo Mediúnico, mas ainda não estudei a obra toda... Não aguentei esperar (porque você sempre fala que a gente tem que ter a base primeiro) e li uns livros seus (O passe, O manual do passista e A cura da depressão pelo magnetismo). Também estudei um pouco (coisa pouca, de nível médio mesmo) de biologia para ter noção de anatomia e fisiologia para quando fosse aplicar passes nos idosos.

Fato é que estou meio perdida porque não sei se devo me dedicar ao estudo da obra de Kardec primeiro para ler outros autores depois. E se isso pode ser feito concomitantemente, como seria uma sequência legal para estudar. Estou aqui com o Manual do Estudante Magnetizador, do Barão du Potet, mas ainda não comecei.

Uma outra dúvida é sobre a doutrina secreta. Eu fazia um curso de filosofia onde também estudávamos as religiões comparadas. Lá eu comecei a ver um pouco da doutrina secreta de Blavatski. Eles tem idéias muitíssimo interessantes sobre a evolução da espécie humana (nada de macacos e Darwin) e sobre a composição do corpo humano (veículos da personalidade e perispírito) que tem muito a ver com a idéia do Espiritismo. Nos seus livros eu vi que você estudou um pouco outras religiões. Você acha que vale a pena investir nesse ramo para complementar o estudo do magnetismo ou isso seria para mais tarde?

Resposta:

Se ainda não somos interessados em adquirir conhecimentos e ter segurança, pela diversidade de tudo que se nos apresenta fica tudo muito confuso, imagina quando queremos dominar algo e parece que tudo nos foge ao alcance, até mesmo pela enormidade de variedades e variantes que existe!
Posso imaginar exatamente o que sentes, pois já vivi isso, numa época em que as literaturas disponíveis eram escassas e caríssimas, além de praticamente não ter pessoas a quem recorrer.

Para não teorizar vou falar na primeira pessoa do singular.

Começo pelo meu segredo, que foi um só: perseverança.

Descobri o que era o supra sumo e mergulhei fundo. Esse supra sumo era (e é) o conjunto da obra de Allan Kardec, com destaque à Revista Espírita (tadinha, tão menosprezada até hoje), as obras de Léon Denis, Gabriel Delanne, Ernesto Bozzano e tudo o que me chegava às mãos acerca do Magnetismo, onde ficou muito evidente o livro Magnetismo Espiritual, de Michaelus. Além desse, restringi minhas leituras às obras dos Espíritos André Luiz, Manoel Philomeno de Miranda e algumas de Emmanuel.

Quando precisei, não tive nenhum medo ou receio de buscar ler, conhecer, estudar, descordar, brigar e até xingar quem não tinha o que dizer com segurança e, ainda assim, ousava ensinar o que não sabia. Só que para chegar aí eu já me sentia com uma certa base.

Como li tanto? Sempre concomitante e de forma comparada. Sempre comparei, mas firmei uma base: Kardec. Não que não tenha visto ou lido coisas nele que não concorde plenamente, mas de todo mundo e de toda literatura espírita e espiritualista que já li até hoje, ninguém, absolutamente ninguém se apresentou e se apresenta de forma mais segura e coerente do que ele.

Contando como fiz te sugiro o que podes fazer, mas... nunca serei uma Cassandra, como nunca ninguém será igual a quem quer que seja. Acho, pelo que sei hoje, que tive sorte escolhendo este caminho; me foi seguro, me deu base, não me permitiu muitas loucuras e acumulei mais experiências do que se tivesse ficado pulando e pulando.

Os ESDEs deveriam ser um excelente caminho e lugar para se aprender conjuntamente, mas costumam ser pouco eficientes, seja por conta da metodologia, que pede um nivelamento não muito estimulante, ou seja porque os roteiros não são consistentes como deveriam nem tratam a obra básica de Allan Kardec com a profundidade que se requer quando se quer progredir objetivamente.  Por outro lado, o estudar sozinho é muito cruel. A maior parte do meu caminho fiz sozinho; isso me arremetia para a necessidade da verificação prática, então, sempre que possível, eu partia para a experiência ‘de campo’ a fim de testar se o que eu tinha entendido ou estava aprendendo era correto. Foi duro, mas foi ótimo.

Por fim, a aproximação entre a teosofia da senhora Helena Blavatsky e o Espiritismo é reconhecidamente histórica, posto que ela ‘bebeu nas fontes espíritas’ e que, portanto, guardou muito do que ela concordava com a Doutrina. Se devemos lê-la, conhecê-la, estudá-la? É sempre bom conhecer pessoas notáveis e que têm trabalhos igualmente notáveis; ela é uma dessas. Conhecer suas obras é tarefa de fôlego, pois ela produziu muito. Nisso tudo fica uma questão fundamental: temos tempo e disposição?
Espero ter-te respondido a contento.


Izabela – Recife/PE

Pergunta:

Estou escrevendo para saber se você pode me ajudar. É que meu intestino resolveu "fazer greve" e a constipação e a cólica vem me incomodando bastante. O tratamento médico não está fazendo muito efeito e minhas opções não são muitas em virtude do bebê (estou gestante e, portanto, não posso tomar algumas medicações que poderiam resolver). Também não deixei ninguém me fazer tato por causa do bebe (mamãe de 1ª viagem; tudo é cuidado). Se você puder me dá alguma orientação nesse sentido, eu agradeço muito.

Resposta:

Olha, tens mesmo que cuidar bem direitinho dessa criaturinha super bacana que vem vindo. Ter pais como vocês são e serão é uma oportunidade e uma bênção impagáveis – e o bebê sabe disso!

Sobre teu tratamento tenho a dizer: pode ser feito sim e DEVE SER FEITO.

Imagine uma pistola de raio lazer; ela nunca deve ser dirigida sobre algum ponto que não queremos atingir, não é mesmo? O mesmo se dá com o passe numa gestante. Quem for atender teu passe, no teu caso dirigido para a mamãe, deve tratar sobre o dentro gástrico (bem acima do ventre) e até no esplênico, se for o caso. Deve dispersar bem muito, bem muito mesmo, a fim de eliminar os "deságues fluídicos" que o processo bio-morfogenético acarreta no ventre e, muitas vezes, com consequências no sistema digestório e gástrico da mamãe. Nada de temer, pois não se vai atingir diretamente o bebê. O passista sentir onde está a descompensação da mamãe, buscar tratá-la diretamente e dispersar sempre com muita segurança. Mas creio que o excesso desse deságue fluídico oriundo do processo reencarnatório mencionado pode estar precipitando esses desarranjos intestinais.

Faça isso e me diga como ficou, tá?

Me permito, todavia, acrescentar uma informação que considero muito relevante.

No caso do problema na gestante ser com o bebe e não com a mamãe, deve-se ter um duplo cuidado e se  exercer uma dupla ação (lembro que aqui estou apenas me referindo à questão magnética). O duplo cuidado é: a mamãe precisa ser apoiada (costuma precisar de muitos passes dispersivos) para, mantendo-se equilibrada fluidicamente, oferecer o melhor ambiente para o ser reencarnante; o bebê precisa ser sentido como uma criança muito pequena, por isso mesmo exigirá todo cuidado da doação fluídica, a qual deverá ser o mais sutil e refinada possível, pois ele, o bebê, ainda não possui centros vitais de grandes dimensões e, por isso mesmo, filtra apenas “energias” extremamente sutis; as energias mais densas podem congestionar. A dupla ação é primeiro preparar a mãe energeticamente para o passe e, ao final da sessão, harmonizá-la com muitos dispersivos, inclusive os calmantes (distantes do corpo). A outra é: como agir diretamente sobre o bebê; para se tratar magneticamente esses casos (imaginemos um bebê com má formação fetal) é muito importante que o magnetizador tenha segurança, conhecimento das técnicas e de si mesmo. No que for preciso fazer qualquer tipo de concentrado fluídico lembrar-se de fazer de pouco em pouco, sempre intercalando com bastante dispersivos.

É isso.


José Antônio – SP

Pergunta:


Gostaria de saber porque aplicando o Passe em pessoas sentadas, ja aconteceu delas darem um sobressalto, qual seria a razão?

Resposta:

Os sobressaltos corriqueiros servem para demonstrar que, de fato, o magnetismo atinge o sistema nervoso das pessoas, apesar de ser grande a resistência por entender essa e outras situações que nos levam a tais ponderações. Quase sempre apela-se para o misticismo, o fantasioso, o sobrenatural – como se Allan Kardec não tivesse tratado do assunto.

Veja, na questão 483 de O Livro dos Espíritos (parcialmente transcrita a seguir) é mencionado, num caso específico, a atuação do magnetismo no sistema nervoso. Inclusive, para mim aquela afirmativa dos Espíritos soa como uma verdadeira lei, a qual jamais deveria ter passado dispercebida.

483. Qual a causa da insensibilidade física que se observa em alguns convulsionários, assim como em outros indivíduos submetidos às mais atrozes torturas?

“Em alguns é, exclusivamente, efeito do magnetismo que atua sobre o sistema nervoso, do mesmo modo que certas substâncias...”


Alexandre – PE

Pergunta:

Caro Jacob Melo, sou espírita, conheço um pouco o seu trabalho com o passe magnético, mas me deparei com algo novo do qual não vi em sua obra nem tampouco utilizam essa prática baseada em sua obra, mas sobretudo baseando-se no livro Mecanismos da Mediunidade (André Luiz - Waldo Vieira/Chico Xavier), consiste em aplicar os passes tendo o paciente nas suas mãos um eletrodo (pilha tipo AA ou AAA descarregada, dessas de controle remoto), funcionando como captadora das energias deletérias, gostaria da vossa apreciação acerca desse novo tipo de passe... ao que me consta (a práica é) oriunda de orientação do Espírito (xxx) do (zzz). Quero deixar bem claro o respeito à instituição e ao médium, desejando tão somente esclarecimentos acerca dessa prática nova, da qual ainda não há no meu pobre entedimento, até o momento, enbasamento doutrinário, sobretudo em suas obras.

Resposta:

Desculpe a demora em responder, mas além do volume de correspondências que tenho a dar conta, quando me pedem opinião sobre assuntos que outrem escreveu preciso ver o texto original para não dar retorno precipitado. Alguns enviam o texto e noutros casos ainda tenho que localizá-los. Isso termina tomando mais tempo ainda, e esse 'artigo', chamado tempo, anda muito escasso por aqui, hehehe...

Mas vamos ao que comentas.

No livro do Chico (Mecanismos da Mediunidade), o único lugar onde é falado sobre eletrodos é o seguinte:

"Retomando experiências iniciadas pelo cientista alemão Hittorf, William Crookes valeu-se de um tubo de vidro fechado, no qual obtinha grande rarefação do ar, fazendo passar, através dele, uma corrente elétrica, oriunda de alto potencial. Semelhante tubo poderia conter dois ou mais eletrodos (cátodos e ânodos, ou pólos negativos e positivos, respectivamente), formados por fios de platina, e rematados em placas metálicas de substância e molde variáveis.

Efetuada a corrente, o grande físico notou que do cátodo partiam raios que, atingindo a parede oposta do vidro, nela formavam certa luminosidade fluorescente..."
Como se observa trata-se da experiência do Sir. Willaim Crookes, a qual não tem absolutamente nada a ver com práticas magnéticas. Pelo que posso deduzir, o que estão fazendo, em se baseando nessa passagem, é uma interpolação indevida e que, portanto, carece de respaldo.

Afora isso, não existe nenhuma obra clássica ou definitivamente séria que sugira métodos semelhantes.

Confesso: fico muito entristecido quando entidades espirituais, como é o caso narrado por você, propõem essas coisas e, pior ainda, quando seus seguidores não investigam para saber da validade ou não da proposta.

É o que eu penso.


Alfio – Minas Gerais

Pergunta:

Não foi a toa que Mesmer trouxe o Magnetismo ao planeta e se foi tão combatido é porque afetava muitos interesses e comprometia muitos assuntos já muito estabelecidos, mas temos que estudar sem preconceito, inclusive os assuntos relacionados. Você já ouviu falar de Mantak Chia?

Resposta:

Ainda não conhecia o Mantak Chia. Fui à internet e li rapidamente o que encontrei. É bem visível que as práticas ali ensinadas são uma espécie de fusão entre práticas orientais com o que se estuda hoje por nossas bandas. Deve haver grandes vínculos entre tudo isso e o Magnetismo de Mesmer, mas a superficialidade do que li não me permite apontá-los, todavia acredito seja interessante ler e conhecer mais. Mais uma vez a saberia paulina se aplica: ler tudo e reter o que for bom.

O espírita é mente aberta e, se não for, deve sê-lo. Isto, entretanto, não pode ser usado como justificativa para não termos foco, objetivo e saber selecionar, pois a cada dia surgem mais e novas literaturas, escolas, teorias de forma que é impossível se ver, se estudar, se analisar e se saber tudo.


Thiago – Aracaju

Pergunta:


Não teria chegado a hora do Magnetismo trilhar seu caminho como ciência autônoma?

Resposta:

Primeiro que tudo, uma constatação: o movimento espírita precisa se mover urgentemente nessa direção: a do Espiritismo.

O Magnetismo surgiu dando o suporte de partida a essa abençoada Doutrina e jamais deveria ter sido deixado de lado.

Sem o Magnetismo o Espiritismo perdeu sua vertente científica. Os homens que definiam o que se esperar do Espiritismo se encarregaram de dizer que as reuniões mediúnicas são a essência da ciência espírita e então, crédulos em excesso, caímos todos no engodo. Reunião mediúnica pode e até deve ser aproveitada como ferramenta de pesquisa, mas ela, por si só, em tese é apenas uma oportunidade de exercitarmos diálogos com o mundo espiritual, muitas vezes até sem muita razão de ser, já que o magnetismo, que deveria ali ser largamente empregado, fica resumido ao mínimo que um simples passe "comum" pode fazer.

Perguntas se não é hora do Magnetismo seguir seu caminho sozinho. Digo que é hora do Magnetismo seguir adiante, seja só, acompanhado do Espiritismo ou de quem quer que seja, pois abrir mão deste é trocarmos o grande medicamento que Deus deu a todos pelas químicas que geram dependências, oneram financeiramente, enriquecem poucos, geram colateralidade nociva e nem sempre curam na origem.
Não sei se tens recebido o jornal Vórtice em dia, mas quero te lembrar que ele sai bem rapidinho na minha página (www.jacobmelo.com) e que se te cadastrares lá (é grátis e não gera nenhum tipo de ônus) serás informado sempre que houver artigos ou novidades interessantes.

E no meu site encontrarás meu último artigo da série que mencionaste (Analisando o atual momento espírita), o qual, de certa forma, complementa o que falei no seminário de Aracaju que participaste.


André Cascais - RS

Pergunta:


Sou estudante de magnetismo aqui de Porto Alegre.
Nos livros de magnetismo que tenho estudado encontro os autores se referindo à magnetização mental e na obra de Allan Kardec este termo aparece muitas vezes, principalmente quando se refere à prece, dizendo inclusive que esta é a magnetização mais poderosa.

Gostaria de saber como seria esta magnetização pela prece. Pois muitos alegam de forma corriqueira que sendo esta a magnetização mais poderosa não precisaríamos dos passes, o que não concordo, mas ao mesmo tempo vejo algo muito profundo que está faltando ser explicado.

Por isso, gostaria muito de saber sua opinião sobre este tema.
Como deve agir o magnetizador (ou o leigo) para curar através desta prática, ou melhor, como seria esta prática?

A aproximidade auxiliaria na emissão fluídica?

Há fluido magnético ou simplesmente espiritual nestes casos?

Como poderíamos desmistificar este mal entendimento dos textos de Kardec?

Resposta:

A magnetização mental, como bem observastes, é um complexo onde não entra apenas a mente e sim a concentração, a vibração e a sintonia num bom referencial superior (oração) e uma certa evocação, quando se pede a presença ou a interferência dos Bons Espíritos. Daí Kardec dizer que a oração é uma auto-magnetização. Porque se fosse apenas um poder mental ficaria estabelecida a completa nulidade da presença dos Espíritos e apenas exercícios práticos já teriam resolvido a questão.
Mesmo reconhecendo que muito ainda temos e teremos a fazer, aprender, praticar e ampliar, é notório que nada é tão maquinal como imaginam alguns nem tão "espiritual" como quer a maioria.

No texto/coletânea que me enviastes fica muito claro que Kardec colocou em total destaque a prece, não a repetição de frases e/ou palavras e sim todo um estado emocional, condizente com todo o bom senso que deve estar pleno nas orações verdadeiras. Por isso mesmo tem colocações em que ele chama a prece de verdadeira magnetização espiritual.

Existe uma séria pesquisa (“As palavras curam” - deve ter mais, porem só sei dessa) em que o orientador (Larry Dossey) considera sejam feitas preces em aberto, ou seja, sem pedido direto; inclusive ele orienta o "seja feita a Vossa vontade", do Pai Nosso. Isto porque a oração tem sua força maior pelo fato dela ser não-local e atemporal, ou seja, tanto pode atender a/em qualquer lugar como pode ir no tempo de antes/presente e depois. E ele está correto. O nosso problema chave na questão é que ainda somos mecanicistas ao extremo, embora desde 1903 e 1905 estejamos metidos numa abordagem científica quântica e relativista. Nossas preces ainda são mais do tipo "me dê isso para que eu veja o que posso dar de troco" do que "seja em mim o que eu sou/fui/serei em me aceitando em ti".

Respondendo mais objetivamente tuas últimas questões, posso dizer o seguite:
Como deve agir o magnetizador (ou o leigo) para curar através desta prática, ou melhor, como seria esta prática? – Movido por esse espírito de total confiança – em si e em Deus –, compenetrado do que está fazendo (bem focado, como se usa atualmente) e tendo firme vontade ou ardente desejo de fazer o bem.

A aproximidade auxiliaria na emissão fluídica? – Em alguns casos específico a proximidade é fundamental, mas quando a ação é à distância o que se explica na questão anterior deve ser ainda mais firme e seguro.

Há fluido magnético ou simplesmente espiritual nestes casos? – Há os dois, lembrando apenas que por fluidos espirituais não se deva entender diferente do que propõe a base da Codificação (em A Gênese, de Kardec, em seu cap. 14, item 5 - Não é rigorosamente exata a qualificação de fluidos espirituais, pois que, em definitiva, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada. De realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais).

Como poderíamos desmistificar este mal entendimento dos textos de Kardec? – Lendo, analisando, comparando, estudando e experimentando.


Dulce Mara – Brasília

Pergunta:


Estudando as técnicas do passe tenho encontrado as mais diferentes formas de aplicação, desde a simples imposição no coronário, toques no paciente (sei que é possível, mas não recomendado por Espíritos como Emmanuel, por exemplo). Alguns, ao aplicar o transversal, por exemplo, o iniciam com as mãos no centro do chacra e movimentam as mãos meio fechadas, como se estivessem abrindo uma cortina e só a abrem ao final do movimento... outros, já o fazem com as mãos espalmadas ou na posição digital e só a fecham no final do movimento, para retornar à linha central dos chacras... enfim, fico na dúvida sobre as técnicas corretas e como me embasar para ter firmeza de que a forma como estou fazendo os movimentos é a forma correta. Onde posso encontrar essas informações de forma clara? Há alguma obra que transcreva as técnicas testadas pelos antigos magnetistas e que coincidem com as aplicadas hoje? Como você aprendeu as técnicas que utiliza? Em que obras se baseou?

Resposta:

Respondendo ao que colocas, eis minha opinião e sugestões.
No Livro dos Espíritos, questão 556, e no Livro dos Médiuns, cap. 8, item 131; cap. 14, item 176; e cap. 17, item 206, tanto Allan Kardec como os Espíritos falam sobre o toque (chamado de contacto) e em nenhum momento há qualquer desabono à prática. Respeitável a opinião do Espírito Emmanuel, especialmente se tomada como recomendação de prudência, mas ele mesmo disse que se ele estivesse em desacordo com a base trazida por Allan Kardec poderíamos deixar a opinião dele (Emmanuel) de lado e seguir com Kardec; nesse caso, eu sigo essa sugestão e fico com o mestre lionês. - A propósito, em meu livro REAVALIANDO VERDADES DISTORCIDAS comento sobre essa questão do toque e relembro todas as citações acima.

Transversais: a teoria do Magnetismo ensina que se abre as mãos sobre o ponto sobre o qual se deseja dispersar e leva-se as mesmas abertas até o final do percurso, retornando com elas fechadas, a fim de se evitar possíveis congestionamentos energéticos. Há quem abra com as palmas (os chamados palmares) voltadas ao ponto e outros para ali dirijam os dedos (digitais). Existe ainda os que cruzam as mãos antes do movimento (transversal cruzado); mesmo neste caso, as mãos devem cumprir o mesmo movimento; abrem-se quando se inicia o movimento e retornam fechadas. Essa técnica é muito bem apresentada por Michaelus, em ‘Magnetismo Espirtual’, publicado pelo FEB, assim como em meus livros (O Passe; Manual do passista; Cure-se e cure pelos passes; e A cura da depressão pelo Magnetismo). E eu me baseei tanto em Michaelus como noutros autores, mas tudo que li, estudei e repasso referendei por minha vivência prática, que hoje chega a 45 anos como magnetizador.

Infelizmente, não existe nenhuma obra que tenha resumido as técnicas clássicas. Acredito que quem melhor trata do assunto, em nosso idioma, são meus livros.


Pergunta:

Tivemos uma dúvida com relação a algumas respostas dadas pela espiritualidade nas questões relatadas nas páginas 102 e 103 (do livro Reavaliando Verdades Distorcidas). A primeira pergunta de Kardec é se "podem considerar as pessoas dotadas de força magnética como formando uma variedade de médiuns". E a resposta de espiritualidade é certeira: "Não há que duvidar". Disso se pode deduzir que o Magnetismo é uma variedade (ou se quizer, um tipo) de mediunidade. Mais à frente, na quinta  pergunta, a espiritualidade confirma que há pessoas que verdadeiramente possuem o dom de curar pelo simples contato, sem o emprego dos passes magnéticos. Logo depois ela confirma que nesses casos há a ação magnética (do magnetizador) e há também a influência dos Espíritos e diz ainda que esses são os verdadeiros médiuns, mas que eles não são médiuns curadores conforme nós entendemos.

Aí é que veio a dúvida: O que ela quiz dizer com médiuns curadores conforme nós entendemos? Que médiuns são esses? Ou qual entendimento é esse?

Dessa alegação deduz-se que existem dois tipos de médiuns: Os verdadeiros e os conforme nós entendemos (não verdadeiros, incompletos ou falsos). Coloquei a questão p/ o grupo e não conseguimos chegar a uma posição definitiva e gostaria de sua ajuda quanto a essa questão.

Sei que nós temos duas definições de médium. A definição clássica de Kardec (que médium é todo aquele que sente de uma maneira qualquer a presença dos Espíritos), o que é uma definição bem ampla, pois através dela, todos somos médiuns... e uma definição mais restrita, quando se fala em médiuns ostensivos, onde, segundo a mesma, apenas alguns são médiuns, mas nem todos. Seria isso a chave para entender essa dúvida? Ao final da reunião, deixamos essa questão em aberto e fiquei de levá-la a voce, o que faço nesse momento. – José Humberto/MG

Resposta:

Vamos ao que colocas...
Quando Allan Kardec ou os Espíritos dizem algo do tipo: "não como entendeis" é que Eles percebem que há distinção entre o observado e o comum dos sentidos; o mínimo que devemos sempre considerar é que os planos de observação são bem distintos, literal e filosoficamente falando. Allan Kardec, como é bem sabido, não via com bons olhos o animismo, pois, ao seu tempo, o animismo era a escola que considerava a evidência de fenômenos “estranhos” os quais descartavam completamente a presença de Espíritos, enquanto ele sempre afirmou em tudo haver Espíritos presentes. Partindo-se daí, lícito se diga sempre haver mediunidade em tudo. E eles (Kardec e os Espíritos) sabiam e afirmavam que mesmo os magnetizadores não acreditando nos Espíritos, aqueles estavam presentes, e isso poderia ser visto como uma mediunidade "indireta, passiva ou que nome queiramos dar". Mas fica evidente se tratar de uma mediunidade bem diferente do que chamamos vulgarmente de mediunidade. Por outro lado, em dados momentos percebemos que faltaram palavras para dar melhor definição de certas coisas. Em meu entendimento ele queria dizer que eram médiuns por estarem sob influência espiritual, mas não eram médiuns no sentido clássico do termo.

Sendo, pois, a palavra mediunidade muito ampla e genérica, quando falamos de médiuns de cura descemos à especifidade; quando falamos de magnetizadores nos referimos a outra abordagem. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no seu capítulo 26, item 10, anotamos: “O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo”. Aqui está mais do que estabelecido que, em tese, o magnetizador não é o que se consigna como médium, pois este fica eloquentemente bem definido, pelo menos segundo a origem dos fluidos.

Espero ter esclarecido.


Pergunta:

Eu gostaria de saber se nós podemos deixar a câmera de passes já preparada com os copos de água!!! Por exemplo: vão passar 4 pessoas na câmera de passes; posso colocar 4 copinhos de agua? Assim que cada paciente for indo embora darei para ele o copo de água? Ou não é conveniete eu fazer isto: deixar os copos dentro da sala!? – Dício

Resposta:

Veja bem: se a cabine já é destinada para passes, não há qualquer inconveniente em se deixar os copinhos ali. Anoto, entretanto, duas coisinhas: Uma é que convém que alguém encarnado ajude objetivamene na magnetização da mesma; a outra é ter cuidado para o caso de haver poeira ou insetos no ambiente, pois pode contaminar a água, mas esse cuidado deve-se ter em qualquer local e/ou situação.

É isso!


Pergunta:

Qual o seu entendimento com referência à matéria ventilada no Jornal Mundo Espirita Online (http://www.mundoespirita.com.br/index.php?act=conteudo&conteudo=2627), atribuída a Divaldo Pereira Franco, sobre Apometria, Corrente magnética e Cromoterapia não são práticas Espíritas. – Luiz Alberto/SP

Resposta:

Obrigado por me enviar a entrevista (em anexo) e pedir minha opinião.
Embora concorde com as respostas da entrevista, alguns pontos vejo-os exagerados. Nem todos apômetras (seguidores da Apometria) procedem como ali está apresentado. Conheço alguns adeptos desse seguimento com comportamentos bastante equilibrados e muito distantes desses métodos “expurgatórios ou de eliminação” ventilados na entrevista. Todavia não somos ingênuos para não ver que outros, inclusive nomes de frente da tese apométrica, estimulam e até parece se deliciarem com a hipótese de poderem chegar até à desintegração do ser espiritual -- completa aberração em qualquer doutrina, muito mais ainda na Espírita.

Também não vejo como considerar que a apometria seja algo além do Espiritismo nem que ela evidencie que Allan Kardec e sua obra estejam superados. Isto, entretanto, nos leva a refletir sobre um outro aspecto forte a ser considerado -- antes, porém, quero deixar liminarmente claro que não sou a favor da apometria como um todo, não a apoio como sendo uma prática eminentemente espírita, nem a considero nem além nem aquem da Doutrina Espírita; tenho essa postura exatamente por conta de como ela surgiu, como seu "fundador" a alimentava, por ela se conduzir de forma confusa em suas práticas e como vários de seus seguidores a mantêm --; a questão é: por que surgiu a apometria? A resposta nos faz sentir violento peso nos ombros; surgiu porque nós, OS ESPÍRITAS, deixamos de lado os estudos do Magnetismo e do Sonambulismo, ambos estimulados para que os estudássemos e aplicássemos, por ninguém menos que Allan Kardec e os Espíritos da Codificação Espírita. Nosso descaso para com esses estudos e suas pesquisas deu largo espaço para que essas tentativas de se usar essa base chegassem aonde estão chegando. Se os apômetras estão equivocados, de certa forma todos os que nos descuidamos da verdadeira Base Espírita somos os responsáveis diretos.

Também não acho que quem queira ser apômetra deva se afastar do Espiritismo; penso diferente. Se você está em equívoco devo usar de minha "sabedoria" para ajudá-lo, pois isso não conseguirei favorecendo ao seu afastamento e sim patrocinando nosso convívio, convidando-o à análise próxima, à conversa aberta, tantas vezes sejam necessárias. Afastar ou afastarmo-nos não resolve e também tudo piora. Como dito, há mais sabedoria em amar do que em dividir sob forma preconceituosa. Se na Casa não cabe poderes divididos, é na Casa que se rearmoniza os interesses pela força do Bem.
Quanto às demais colocações o entrevistado não comentou em profundidade, apenas disse que não são práticas espíritas. Ele está correto, embora que dentro de uma certa relatividade.

Os cristais, as pirâmides, a cromoterapia e tantas outras correntes paralelas ou similares não fazem mesmo parte do bojo espírita, o que indica não ser prudente deixar ou favorecer a que o público confunda tudo isso como Espiritismo, mas também não podemos negar que muitas coisas têm seus valores e que podem, em seus devidos lugares e assentos, serem muito bem empregadas. Afinal, não ser Espírita não significa dizer não ter valor.

Por fim, as correntes magnéticas viraram sinônimo de muitas coisas, cabendo interpretações as mais diversas. Por isso mesmo me abstenho de comentar. Eu sou estudante, estudioso, praticante e pesquisador do Magnetismo, tal como sugeriu Allan Kardec e os próprios Espíritos da base espírita; ainda assim tem quem me acuse de não ser espírita. Portanto, prefiro ser rigoroso comigo mesmo e deixo o tempo promover os ajustes em cada um de nós. Só sei que isso ocorre sempre de maneira mais rápida, segura e sustentável em quem tem "mente e coração abertos". Por isso procuro manter os meus sem quaisquer travas.

Receba meu abraço, com votos de que tudo seja promissor em nossa seara bendita.


Regina de Albuquerque, de SP/SP

Preciso de uma ajudinha será que poderiam me auxiliar ?
É o seguinte: participo de um grupo de estudos sobre o Magnetismo e senti dificuldade em entender: “Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e não diferem senão pela potência e a rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e cujo efeito é subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais. Allan Kardec (A Gênese, cap. 14, item 32)
Pergunto quais são estas circunstâncias Especiais podem me indicar onde encontrar o assunto ou descrevê-las para mim?

Resposta:

Pela leitura dos itens 31 e 33 de A Gênese em seu cap. 14, fica visível que Kardec trata do assunto de maneira aberta e genérica. Infelizmente, por pura comodidade ou falta de interesse em dar continuidade a esses estudos, o meio espírita optou por minimizar a ação magnética em vez de ampliar estudos, pesquisas, experiências e aprofundamentos.
Pelo que sei, praticamente inexiste obras especiais e específicas, mas é bastante evidente que Allan Kardec se referia ao conhecimento das técnicas do Magnetismo e sua aplicação segura.
Rapidamente, as circunstâncias seriam (no meu modo de perceber):
- uma melhor ou menos eficiente relação magnética entre magnetizador e paciente;
- a ação de uma maior ou menor vontade do magnetizador (vontade no sentido orientado por Kardec em O Livro dos Médiuns);
- a confiança (fé) e o desejo sincero ou não de se curar (e não apenas de ser curado), da parte do doente;
- a qualidade do fluido do magnetizador;
- a potência desse mesmo fluido;
- a combinação mais ou menos perfeita entre os fluidos do magnetizador e do paciente;
- o maior ou menor domínio das técnicas por parte do magnetizador;
- a "presença" de Espíritos afins com essa atividade.
Poderia ainda mencionar, para uma melhor qualificação:
- um bom tato-magnético da parte do magnetizador;
- boa base de anatomia, fisiologia e, a depender do aprofundamento, de embriogenia e patologia (não que o magnetismo dependa diretamente disso, mas quão melhor se conhecer, com mais segurança poder-se-á atuar);
- quão melhor for a condição de acompanhamento do paciente melhor será o efeito e o aprendizado (não foi sem propósito que Mesmer tinha uma clínica que mais parecia um hospital, onde seus pacientes eram literalmente internados até a completa recuperação0;
- não temer agir, não vacilar, não duvidar, mas agir com a maior segurança possível;
- usar a água magnetizada como eficiente e (quase) indispensável elemento complementar da terapia (lembro que os magnetizadores clássicos magnetizavam as água com bastante tempo, nunca menor que 10 minutos para um único vasilhame);
- o tempo de magnetização no paciente (o magnetismo ordinário, como chamava Kardec, levava sempre uma média acima de 40 minutos por sessão); hoje sabemos que muitos casos só são seguramente resolvidos com sessões mais demoradas;
- por fim, as orientações dadas aos pacientes (no sentido de preservação e manutenção do estado fluídico renovado) e a forma como eles seguem essas orientações são outro fundamental ponto que pode consagrar vitórias ou derrotas nas terapias magnéticas.

Sei que tudo isso não responde objetivamente tua questão, mas pelo menos põe ou propõe reflexões que nos levam a seguir pesquisando e, sobretudo, fazendo experiências produtivas e sérias, com o fim de tornar melhor e mais universal o que propôs Kardec e os Bons Espíritos.


Clarice – SP

Lendo o capitulo Uma equipe ideal no seu livro “A Cura Da Depressão Pelo Magnetismo” voce discorre sobre o número de pessoas envolvidas no trabalho. Mas fica para mim uma dúvida, Como seriam atendidos os pacientes? Algumas Casas optam por ter uma maca em que os doentes permaneceriam deitados durante o tratamento. Outros preferem que os pacientes permaneçam sentados. Sempre os magnetizadores ficariam em pé, para melhor desempenho. Você, com sua experiência, aconselharia qual método? deitado o paciente ou sentado confortavelmente?

Resposta:

O ideal para se trabalhar com o depressivo é com ele na maca ou numa cama. Por ser um passe que pede muito esforço do magnetizador e ser preciso alguns movimentos bem largos, com o paciente deitado ambos ficam mais confortáveis, o que certamente ajuda no resultado final.
Todavia, existem Casas que não aceitam ou não comportam macas, aí aplicam com os pacientes sentados. Não há inconveniente magnético num ou noutro caso (nem mesmo com o paciente em pé), mas os itens "conforto e comodidade" pesam bastante e, por isso, merecem ser bem considerados.


Pergunta de Rosana, do Rio:

Uma dúvida minha e de um amigo (Caldas):  como dar passes rotatórios no umeral, pois se atuarmos pela frente (através do laríngeo), faremos no sentido horário, e ao passarmos para o lado oposto (atrás) ficará no sentido antihorário. Qual a forma correta de se trabalhar o rotatório no umeral, poderia ser pela frente também ou só pelo lado oposto? Ou então, poderia ser feito no sentido horário ao passarmos diretamente para ele (atrás)? Isso não causa desarmonias se tivermos trabalhado através o laríngeo (afastando-o)? Será que me fiz entender?

Resposta:

Sobre a ação no umeral, tal como questionas, uma coisa/fenômeno que se tem sentido e observado é que de uma forma geral e genérica os centros vitais, quando "atacados" pelo lado oposto, funcionam ali (no outro lado) como se fosse um cone invertido, logo, se aplico passe no umeral pelo laríngeo *, ele deve ser no sentido horário; se faço às costas, o sentido segue a mesma direção, ou seja, horário também. E se não fosse assim, sempre que atacássemos o umeral de forma direta, de certa forma estaríamos atacando o laríngeo de forma invertida e isso o congestionaria ou o desarmonizaria, o que, de fato, não acontece. Deu pra entender?


Pergunta de Márcio, do RS:

Tenho uma dúvida quanto aos passistas espirituais. Eles não deverão usar técnicas diversas, já que não usinam fluidos e o acervo de técnicas fica inóquo? Poder pode, mas não deve, ou é tudo sem propósito?

Resposta:

Veja bem; quando falamos em passistas espirituais estamos configurando de forma bastante absoluta, ou seja, nesses passes cabe e caberá aos Espíritos toda a tarefa de buscar os fluidos, distribuí-los, manipulá-los, etc. Sendo assim, convenhamos, é como você coloca: o que estamos fazendo ali?

Claro que estamos fazendo alguma coisa, como a liberação do que chamo de "cola-psíquica", as preces, a vontade de ajudar em ação... Mas como não existe passista espiritual de forma absoluta, o ideal é que este, seja espiritual, misto ou magnético, tenha conhecimentos e domínio, por menor que seja, das técnicas do Magnetismo. Afinal, nunca sabemos até que ponto um passe que aplicamos é apenas espiritual (e é raro acontecer apenas este). Daí ser imprescindível que saibamos como agir nos passes.
Nisso, uma coisa certa que se pode dizer, com um mínimo de segurança, é que o passista espiritual, em princípio, não precisará fazer uso de todas as técnicas quando o passe for, de fato, espiritual. Contudo, manda a prudência, o bom senso e a segurança, que após a doação de fluidos, seja de que tipo ou fonte seja, façam-se vários dispersivos.


Leandro, do Rio de Janeiro fez uma série de perguntas. Vamos lá:

Pelo relatado, você já trilhou vários caminhos, o que em si é um conjunto de oportunidades de aprendizado e superação. Todavia, nem tudo é como gostaríamos que fosse, mas se assim é então devemos aproveitar bem o que é apresentado, pois só dessa forma valerá o esforço da busca, das experiências e do complicado que se viveu. Conhecestes religiões, grupos e práticas diferentes e isso deve ser bem assimilado para ter valido a pena. Já experimentastes sensações e energizações muito boas, mas provavelmente, por falta de um uso mais harmônico e regular, deve ter possibilitado somatizações que te descompensaram. Junte-se a isso o fator pesado de um sério problema familiar com suas implicações e o quadro depressivo estava bem montado.

Falas ter um sono incontrolável. Existem explicações e terapias que tratam de aspectos neuroquímicos para resolver esse caso. Elas são funcionais e dão bons resultados em casos onde a base do distúrbio é apenas fisiológico. Mas nem tudo é só isso. No teu caso provavelmente deve ter relação direta com grandes perdas energéticas, grandes congestões ou mesmo absorções indevidas as quais levaram os teus centros vitais a descompensações (e não apenas desalinhamentos) complexas. Tens ainda sensação de perda energética, o que pode ser explicado como reações de igual teor à mesma problemática.

O sistema esplênico é o grande responsável pelos filtros energéticos que afetam diretamente o campo fisiológico e, consequentemente, descompensa o circuito vital e enfraquece as chamadas defesas imunológicas. Nessa situação, qualquer descompensação adicional leva seu portador a sintomas de depressão ou correlatos. O cuidado com esse setor (esplênico), portanto é de muita importância.

Além desses assuntos fazes uma série de perguntas, a quais responderei de forma bem objetiva.

1- As energias do Reiki, do Xamã e do passe são aa mesmas?

R- Em princípio sim, mas há diferenças que precisam ser consideradas. As do Reiki são "externas"; as do Xamã são dos ambientes e seres circundantes; as do passe magnético são dos magnetizadores; as do passe chamado espiritual são dos Espíritos, além de ainda haver o passe misto, emque os fluidos são humanos e espirituais.

2- O Sr. Acha que eu posso utilizar esta energia para ajudar as pessoas?

R- Pode sim, mas melhor ajuda quem está em boa condição. Uma pessoa em depressão teoricamente não está em condições de transmitir energias para vários casos; ademais, quem está abatido precisa primeiro se refazer para depois, em bom condicionamento, poder ajudar ao outro.

3- Vou fazer um curso de passes em março. Devo esperar até lá ou eu posso fazer algo para me ajudar enquanto o curso não chega?

R- A resposta anterior te responde esta questão. Sugiro que estudes antes. (A propósito sugiro que visites minha página e acompanhe alguns vídeos que ali existem acerca do assunto depressão e passes - www.jacobmelo.com) e que também busques uma rearmonização vital para nã se descompensar ou não conseguir ajudar com eficiência.

4- Li sobre os “Filtros”, conforme falas em teu livro “A cura da depressão d=pelo Magnetismo”. Como fica o fígado nessa pontuação?

R- Ter um fígado comprometido sempre é fator de maior dificuldade no todo energético. Sugiro que peças a quem te aplicar passes que faça a fluidificação de tua água (deve ser uma fluidificação objetiva e por um tempo mais demorado no processo -- uns 4 a 5 minutos de magnetização por imposição de mão). Beba-a com regularidade e evite sobrecarregar teus órgãos associados ao esplênico a fim de obteres uma recuperação mais eficiente e rápida.

5- Tenho mediunidade. Preciso trabalhar?

R- Segundo Kardec, todos somos médiuns. Precisamos trabalhar? Sim, mas não necessariamente em mesas mediúnicas ou em trabalhos de manifestação espiritual. Um bom magnetizador normalmente não precisa ir a mesas mediúnicas, a não ser que queira ou goste. Quem tem energia deve utilizá-la, assim como quem tem inteligência.

6- Não sinto que meu Anjo da Guarda me dê respostas quando preciso...

R- Respondo com outra pergunta: nosso Anjo de Guarda não nos responde ou nós não o ouvimos? As respostas de Deus são particulares ou estão na Natureza, nas coisas, nos acontecimentos? Quando Jesus nos pediu para termos ouvidos de ouvir era porque somos surdos ou porque não queremos ouvir? Pense nisso com o coração aberto e perceberás que teu anjo da guarda te responde sempre.


Gilberto Mendes – BH-MG
“Na reunião de educação mediúnica que participo à noite, fazendo vibração, quando s soube que também faço visita fraterna aos lares no mesmo dia na parte da tarde fui orientado para decidir em qual tarefa iria continuar, alegando que eu precisaria de pelo menos 48 horas de intervalo entre uma tarefa e outra, para reposição das energias. Ocorre que não sou médium ostensivo, como também nunca passei mal em decorrência dessas atividades com intervalo de aproximadamente 3 horas; ao contrário, sinto-me bem pela possibilidade do trabalho em favor do semelhante.  Gostaria de suas considerações a respeito”.

Veja bem Gilberto; conheço pessoas que bebem água de duas em duas horas, ao ponto de em meio ao sono despertarem para beberem mais água; outras só bebem líquidos se for mediante muita insistência de alguém que se interesse em ajudá-la. Há quem afirme, peremptoriamente, que quem bebe menos de “X” litros de água por dia está sujeito a uma infinidade de problemas com a saúde. Apesar disso ser uma informação muito repetida nos dias atuais, nessas pessoas que sempre beberam pouco líquido essa "verdade" nem sempre se confirma uniformemente.

Nas Casas Espíritas costumam surgir normas e regras que parecem ser sensatas, mas que, provavelmente, estarão baseadas em históricos do tipo "ouvi dizer" ou em palavras de "pessoas acima de quaisquer suspeitas". Entretanto, quando se analisa esses procedimentos com mais cuidado é comum chegarmos à conclusão de que ou há uma preocupação em não deixar que o trabalhador se extenue, ou que ele não tenha como observar os próprios limites, ou ainda, com medo de perdê-lo, seja de um setor para outro, seja de uma Casa para outra. Isto significa que estamos encobrindo um fato com um interesse e não com dados que expliquem suficientemente bem o que de fato ocorre.

O Magnetismo nos oferece melhores exemplos a respeito -- pois como este surgiu ao mundo como ciência e quem o tratou lhe deu esse encaminhamento científico -- do que o mediunismo, já que este, via de regra, não tem apresentado, nos dias atuais, métodos de pesquisas e estatísticas confiáveis.

O Magnetismo demonstra, na prática, que a perda excessiva de fluidos pode acarretar fadigas fluídicas, daí ser importantíssimo que cada magnetizador se conheça e se reconheça, sabendo seus próprios limites de captação e doação fluídicas. Observemos que há variações quase infinitas entre um e outro magnetizador. Um pode aplicar 20 longos passes magnéticos num dia e no dia seguinte estar totalmente refeito para fazer tudo de novo, com igual qualidade; outros não excedem a 10 e nem sempre se recuperam num único dia. O que fazer então: estabelecer uma regra fixa para todos? Se assim for, qual o número ideal: 10, 20, 15... Qual? Bem se percebe que quando se começa a se estabelecer números ou condições rígidas estamos minimizando ou não-significando o problema, ainda que isso gere prejuízos. Qual seria a resposta ideal, portanto? Veja que resposta chata a que tenho: cada caso é um caso! Por que esta resposta é chata? Porque ela pede que se observe, individualmente, os seres e dê-se ou solicite-se a formação ideal para cada um.

Se, no início de um novo trabalho ou no ingresso de uma pessoa inexperiente a este, querendo evitar possíveis erros ou quedas tomarmos um número mínimo ou uma condição mais rígida, de forma provisória, como solução ou indicação, isso é perfeitamente compreensível e aceitável; o erro está em se deixar isso como regra, entronizando-se coisas e práticas desprovidas do bom senso que Kardec tanto nos ensinou.
Voltando à observação inicial, quanto de água devo consumir por dia? Em certos casos, por incrível que pareça, até mesmo um médico pode precisar ser ouvido para dar essa resposta, mas antes de tudo, que cada um procure se conhecer melhor. E não pensemos que isso seja fácil, pois Sócrates, um dos maiores filósofos da humanidade, tinha este como um de seus maiores questionamentos: quem sou!
Tenhamos cuidado sempre, mas não nos imobilizemos, pois será sempre pior opção.


(Bruno, Mossoró-RN): Jacob, o que você me diz sobre o passe numa cabine com vários passistas aplicando fluidos de uma só vez num mesmo paciente?

(Jacob Melo): Bruno, essa questão é muito corriqueira, apesar disso, as pessoas ou Casas envolvidas costumam trazer respostas simplesmente no “é porque é”.

O Magnetismo clássico nos ensina que a primeira regra fundamental a ser observada na aplicação de um passe é que seja estabelecida a “relação magnética” entre o magnetizador e o paciente. Na falta ou impossibilidade do paciente, a responsabilidade se concentra toda no passista – por exemplo, no caso de um paciente em coma.

Supondo-se que numa cabine de passes o paciente esteja na plenitude de sua consciência, ele deveria estabelecer essa relação magnética, ou fluídica, com o passista. Mas, se são vários passistas atuando de uma só vez e ao mesmo tempo, como resolver o impasse? Só há um meio seguro: um passista faz a aplicação enquanto os outros ficam apenas no chamado apoio. Com isso, as convergências ou emissões fluídicas dos demais passistas seriam “captadas” pelo passista que está agindo diretamente sobre o paciente e este, com a relação magnética estabelecida, transmitiria apenas o que seria necessário, útil ou conveniente.

Apesar de muitas Casas agirem diferentemente disso e permitirem que os pacientes se imaginem recebendo um passe mais possante -- já que estariam contando com a “força” de mais magnetizadores --, se se fizer uma análise mais apurada dos feed-backs, rápida e facilmente se observará que será sempre mais prudente ter-se boas e bem fundamentadas razões para se fazer o bem que se deseja do que se limitar ao achismo.

Por fim, imaginemos um paciente em depressão ou em fadiga fluídica, típicos casos de pacientes que “não devem” receber concentrados fluídicos diretamente; pois bem, imaginemo-los recebendo um passe desse tipo. O que ocorrerá? Seguramente a probabilidade dele piorar ficará imensamente aumentada. Isto nos diz que melhor do que boa vontade é estudar, saber, ter consciência e não pensar que pelo fato de não se ter a intenção de fazer errado se chegará, inevitavelmente, ao correto.
É isso.
Um abraço.



(Vários): Jacob, que vídeo lindo, que música linda é aquela que você apresentou em sua palestra de Natal lá no LEAN no ano passado (25-dez-2012)?

(Jacob Melo): É uma música americana, da cantora e compositora Becky Kelley, composta sobre o Natal e o que nos faz pensar no Natal no cenário um tanto quanto comercial que vivemos. Chama-se “Where's the Line to See Jesus” (Onde está a fila para ver Jesus). E aqui estão dois links para quem quiser ouvir, curtir ou baixar. O primeiro tem a letra traduzida em português e o segundo é o “oficial”, apenas em inglês.

Este tem tradução: http://www.youtube.com/watch?v=F8YDK1KyuuE.

E aqui está o oficial: http://www.youtube.com/watch?v=OExXItDyWEY.

É isso.
Um abraço.